Cirurgias no SUS: Sergipe ativa Dia D e mira 500 procedimentos já
Publicada em 27 de junho, 2026.
Atualizada em 30 de junho, às 14:00.
Quando a espera por cirurgia cai no dia a dia, vira mais do que “fila”: vira ansiedade, dor e planos adiados. Neste sábado, 27, Sergipe acelerou o passo com o Dia D Nacional, que marcou o lançamento dos componentes do Programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde (MS).
O trabalho começou no Hospital Regional de Nossa Senhora do Socorro, José Franco Sobrinho, gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), e também no Hospital Nossa Senhora da Conceição, unidade contratualizada pelo Estado.
Na prática, a escolha do hospital regional para a modalidade 2 do componente Prestação de Serviços Especializados em Caráter Complementar estabelece uma meta bem objetiva: cerca de 500 procedimentos cirúrgicos. Entre eles estão laqueadura, vasectomia, postectomia, histerectomia, hernioplastia e colecistectomia.
Ou seja, é como montar um quebra-cabeça pegando as peças certas para a hora certa: a rede estadual coloca a estrutura e a execução no lugar, enquanto o programa busca organizar o fluxo de quem já está regulado no sistema estadual (regulado, aqui, é a pessoa já “na fila do controle” que aguarda a definição para o procedimento).
O que muda na prática
O Dia D foi o pontapé inicial para atender, planejar e agendar cirurgias com mais ritmo. No primeiro dia de atividade, houve:
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Atendimentos no dia: 23 pacientes passaram por consultas especializadas, exames e triagem com cirurgião-geral para agendar cirurgias no Hospital Regional de Socorro
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Unidade de Lagarto: no Hospital Nossa Senhora da Conceição, foram realizadas 12 cirurgias pelo componente Créditos Financeiros
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Volume previsto na parceria: a meta citada para o conjunto da parceria entre SES e MS é de cerca de 500 procedimentos
Do lado da engenharia do projeto, a contratação do serviço é feita pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), e o hospital disponibiliza a capacidade para executar os procedimentos.
A coordenadora estadual da Atenção Hospitalar e Domiciliar da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde da SES (Daes), Dahiana Oliveira, apontou que a combinação é justamente essa: o que o governo federal coloca e o que a rede estadual executa, para reduzir a fila de pacientes já aguardando procedimentos especializados na regulação.
No mesmo sentido, a superintendente do Hospital Regional de Socorro, Eline Feitosa, destacou que a iniciativa busca mais agilidade e redução das filas de espera.
No dia, o aposentado Antonino Bernardo da Silva, de 76 anos, foi atendido para programar correção de hérnia inguinal e disse estar apreensivo até chegar esse momento. Já a pequena Thayla Beatriz Santos, de 10 anos, vai realizar hernioplastia; a mãe, Márcia Françuele Santos, falou sobre a expectativa de mais qualidade de vida, já que a dor interfere até na ida à escola.
E daí pra mim? Se a meta é mexer na espera de quem já está regulado, então o ganho aparece no tempo: mais gente conseguindo chegar na cirurgia com programação melhor.

