Internações do SUS: Hospital Getúlio Vargas bate recorde de aprovação em faturamento
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 1 de setembro, às 02:01.

Sabe quando você envia a declaração do Imposto de Renda e torce para não cair na malha fina por causa de um dígito errado? Nos hospitais públicos, a lógica é parecida para receber os repasses federais.
O Hospital Getúlio Vargas (HGV) bateu seu recorde histórico ao aprovar mais de 98% das internações de pacientes pelo SUS em abril de 2026.
Na prática, a unidade reduziu o índice de rejeição das chamadas AIHs (Autorizações de Internação Hospitalar, os documentos necessários para pagar os atendimentos) para apenas 1,44%. O desempenho é o melhor já registrado pela instituição no SIH/SUS (Sistema de Informações Hospitalares do SUS, a plataforma que gerencia as internações).
Para evitar que as contas do hospital ficassem presas na malha fina da burocracia, as equipes do HGV trabalharam em conjunto com a Ducara (Diretoria de Unidade de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria), vinculada à Sesapi.
A evolução dos indicadores mostra o resultado desse pente-fino em 2026:
- Janeiro de 2026: 6,65% de rejeição
- Fevereiro de 2026: 6,36% de rejeição
- Março de 2026: 2,39% de rejeição
- Abril de 2026: 1,44% de rejeição
Das 1.043 autorizações apresentadas pelo hospital em abril, 1.028 foram aprovadas.
- Estratégia adotada: auditoria prévia, visitas técnicas ao faturamento e validação de dados do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, o banco de dados oficial de postos e hospitais)
- Foco interno: trabalho multiprofissional para garantir o preenchimento correto dos prontuários do início ao fim da internação
- Objetivo principal: redução de glosas (faturamentos recusados por erros administrativos) e maior eficiência na gestão do dinheiro público
O que muda na prática
O ponto-chave é que, ao preencher as informações de forma correta desde a entrada do paciente até a alta, o hospital evita o bloqueio de verbas federais. O gerente de controle da Ducara, Leonardo Duailibe, e a diretora-geral do HGV, Nirvania Carvalho, explicam que esse alinhamento garante que o dinheiro do SUS retorne de forma segura para o custeio do tratamento dos pacientes. Ou seja, menos burocracia significa mais recursos para manter os serviços de saúde funcionando.
