Pressão alta atinge 28% dos alunos em triagem em escolas

Um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) revelou um dado preocupante sobre a saúde de crianças e adolescentes no Brasil. Em uma triagem feita em 38 escolas nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, 28,3% dos estudantes avaliados apresentaram a pressão arterial na faixa considerada de hipertensão. Outros 11,6% registraram números acima do padrão normal.
A ação avaliou 6.092 alunos entre os meses de junho e outubro de 2026.
O que os dados indicam?
A SBC ressalta que a medição foi realizada em uma única visita escolar e funciona como um alerta de triagem, não como um diagnóstico definitivo. Pelas normas médicas, a confirmação da hipertensão em crianças exige que a pressão seja aferida e mantida elevada em diferentes consultas médicas com o pediatra. O estudo também não representa uma média geral de todas as crianças do país.
O levantamento destacou ainda uma relação direta entre o peso corporal e a pressão arterial: as alterações foram registradas em 48,4% dos estudantes com obesidade, contra 22,6% daqueles que estavam com o peso adequado para a idade.
Recomendações para os pais
A pressão alta na infância costuma ser silenciosa, mas pode trazer prejuízos à saúde cardiovascular no futuro se não for identificada e acompanhada cedo.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial:
-
A pressão arterial de crianças deve ser aferida uma vez por ano, a partir dos 3 anos de idade, nas consultas de rotina;
-
Pais e responsáveis devem solicitar ativamente a medição ao pediatra durante o atendimento;
-
A prática regular de atividades físicas e a manutenção de uma alimentação equilibrada são as principais formas de prevenção.
