Transplante e UTI no Hospital do Câncer de Londrina: convênio de R$ 121,9 milhões
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 12 de julho, às 18:00.
Se o seu dia envolve fila, consulta demorada ou espera por tratamento, a notícia do Hospital do Câncer de Londrina chega com impacto bem direto. Nesta quinta-feira (25), o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou o convênio para construir o novo bloco do Hospital do Câncer de Londrina (HCL), com investimento total de R$ 121,9 milhões.
Pensa na obra como uma “ampliação de linha” em um posto de atendimento: quando a estrutura cresce, a capacidade de receber gente também aumenta. No caso, a meta é destravar mais espaço para procedimentos e internações especializadas em oncologia.
O dinheiro vem de várias fontes. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) vai aportar R$ 60 milhões. A Assembleia Legislativa do Paraná entra com R$ 20 milhões, e há ainda R$ 20 milhões de emenda parlamentar. A contrapartida do hospital será de R$ 21,9 milhões.
A nova estrutura terá quase 20 mil metros quadrados, distribuídos em 16 pavimentos. A proposta é ampliar a capacidade de atendimentos oncológicos especializados, justamente por causa do crescimento da demanda por coisas como cirurgias de alta complexidade, internações, terapias intensivas e transplante de medula óssea (TMO).
O que sustenta a mudança é a previsão de capacidade. A diretora Executiva e Institucional do HCL, Mara Fernandes, disse que a unidade deve ampliar de 30% a 50% os atendimentos. O hospital recebe cerca de 2 mil pacientes por dia.
O que muda na prática
Com o novo bloco, a unidade vai contar com um conjunto de áreas voltadas ao fluxo de atendimento. Entre as estruturas previstas estão 20 leitos de UTI (em duas unidades com 10 leitos cada) e até 10 leitos dedicados ao TMO. Também estão previstos 10 salas para grandes cirurgias e cinco salas para pequenas cirurgias, além de até 90 novos leitos de internação, divididos entre unidades clínicas e cirúrgicas.
A unidade londrinense também reforça que a obra prevê reorganização dos fluxos internos e atualização de tecnologias, com foco em segurança assistencial e melhores condições para pacientes, acompanhantes e equipes.
Para quem está acompanhando pelo SUS, a diretora citou que o objetivo é atender melhor os pacientes, incluindo a oferta de transplante de medula óssea para a região Norte do Paraná.
- Valor do convênio: R$ 121,9 milhões
- Capacidade estimada: ampliação de 30% a 50%
- UTI e TMO: 20 leitos de UTI e até 10 leitos dedicados ao TMO
- Previsão de entrega: obra em até três anos
E daí pra mim?
Se você depende de oncologia pela rede pública, isso é um sinal de que vai haver mais espaço e mais oferta para procedimentos complexos onde hoje a demanda já pesa. O ponto agora é acompanhar a licitação e a execução para que a estrutura chegue no prazo anunciado.

