Bem-Estar

Infarto em Sergipe: telecardiologia e helicóptero cortam o tempo do tratamento

Caso em Neópolis mostra como telecardiologia, plataforma Join e transporte aeromédico encurtam a chegada ao Centro de Hemodinâmica do Huse e favorecem o timing do procedimento.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 13 de julho, às 14:00.

Infarto em Sergipe: telecardiologia e helicóptero cortam o tempo do tratamento
Governo de SergipeSES Sergipe

Dor no peito que não passa costuma virar relógio na cabeça. Em Sergipe, a resposta para Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) ganhou velocidade com uma linha de cuidado integrada que junta telecardiologia (envio e análise de exames à distância), plataforma Join, transporte aeromédico e o Centro de Hemodinâmica do Huse.

O caso que mostra o impacto aconteceu em Neópolis, a 121 quilômetros de Aracaju. A dona de casa Eliane Alves, de 39 anos, procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Como o quadro exigia definição diagnóstica rápida, o Serviço de Telecardiologia do Samu foi acionado e permitiu a análise imediata do eletrocardiograma (registro elétrico do coração) com confirmação do diagnóstico em tempo hábil.

Na prática, a coordenação do cuidado seguiu um passo a passo organizado. Segundo o cardiologista e coordenador da linha de cuidado do paciente cardiovascular do Huse, José Edvaldo Santos, “toda a linha de cuidado foi coordenada” pelo serviço de telecardiologia, com a plataforma Join acompanhando, em tempo real, a evolução do caso. Com isso, a equipe da UPA, a Central de Regulação de Urgências (CRU), o Samu 192 Sergipe, o transporte aeromédico e o Centro de Hemodinâmica conseguiram alinhar as etapas e decidir com rapidez.

O que torna esse fluxo mais potente é o timing. Com a transferência ágil para o Centro de Hemodinâmica do Huse, a paciente teve acesso à angioplastia coronária, dentro do intervalo considerado “padrão ouro” para reperfusão miocárdica (restabelecer o fluxo de sangue no coração). O médico apontou um desfecho favorável: sucesso do procedimento, recuperação satisfatória e preservação da função cardíaca.

Como referência de melhoria de resposta, o serviço aeromédico também entrou com força. A aeronave H-130T2, incorporada à frota do Samu 192 Sergipe e regulada pela CRU, já está em operação. A superintendente do Samu 192 Sergipe, Cintia Guerra, explicou que, sem o transporte aéreo, seria preciso deslocar uma Unidade de Suporte Avançado de outra base até Neópolis e depois seguir para Aracaju, elevando o tempo total para mais de três horas. Com a aeronave, Neópolis até o Huse ficou em cerca de 25 minutos e o voo levou aproximadamente 24 minutos, totalizando pouco mais de uma hora para a remoção.

Pensa como quem troca “fila andando” por “porta rápida” em dia de emergência: o tempo que antes se acumulava passa a ser gasto no cuidado certo. E daí o ganho aparece onde importa: chegar mais cedo à unidade de Hemodinâmica e viabilizar o procedimento.

O que muda na prática

  • Rápido até o diagnóstico: telecardiologia acelera a análise do eletrocardiograma na UPA.
  • Mais curto até o tratamento definitivo: transporte aeromédico reduz o tempo total da remoção em relação ao deslocamento terrestre.
  • Coordenação em tempo real: Join acompanha a evolução do caso e ajuda na tomada de decisão.
  • Foco na reperfusão: encurta o caminho até a angioplastia coronária no intervalo considerado padrão ouro.

Eliane ainda está internada, mas reconhece que a rapidez foi determinante. Para a família, também fez diferença: a tia, Elizete Ferreira, disse que a assistência imediata com suporte aéreo foi essencial e lembrou que o serviço existe e salva vidas.

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