Política & Gestão

Políticas Informadas por Evidências: Sesapi começa curso para decidir melhor

Servidores da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) participaram, na manhã desta sexta-feira (26), da aula inaugural do curso de Políticas Informadas por Evidências. A capacitação tem como objetivo qualificar gestores e técnicos para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas baseadas em evidências científicas, fortalecendo a tomada de decisão na gestão da saúde.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 11 de julho, às 04:00.

Quem lida com saúde pública sabe: na hora de escolher, “achar que funciona” costuma custar caro. Na manhã desta sexta-feira (26), servidores da Sesapi (Secretaria de Estado da Saúde do Piauí) entraram em uma nova etapa de qualificação com o curso de Políticas Informadas por Evidências.

A ideia central é ligar a tomada de decisão ao que a ciência mostra. Ou seja: em vez de orientar políticas só por percepções e experiências isoladas, a gestão passa a se apoiar no que foi produzido como evidência científica.

Pense nisso como cozinhar com termômetro: você ainda ajusta tempero no caminho, mas o “ponto” fica mais seguro. Assim, as políticas ganham mais previsibilidade ao sair do papel e chegar à rotina do sistema.

A iniciativa nasce de uma parceria entre a Sesapi, o Ministério da Saúde, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) — por meio do Centro de Inteligência em Agravos Tropicais Emergentes e Negligenciados (CIATEN) — e a Rede para Políticas Informadas por Evidências (EVIPNet Brasil).

Segundo Bruno Guedes, professor e pesquisador da UFPI e coordenador do curso, o objetivo é fortalecer a tomada de decisão no SUS. Ele também informou que a parceria segue ativa a partir de hoje e que o curso terá 16 semanas de atividades presenciais e online.

O que muda na prática

Na prática, o curso busca consolidar uma cultura de uso de evidências científicas nos processos de gestão. Isso vale do desenho da política até a avaliação depois que ela entra em execução.

O que sustenta essa aposta é o desenho da formação: serão 180 horas, organizado com base na experiência de pesquisadores e docentes da universidade. O coordenador-geral do CIATEN, professor doutor Carlos Henrique Nery Costa, destacou que a proposta reúne professores e pesquisadores para apoiar gestores na formulação de políticas com base em evidências.

Entre os participantes, está Manoel Pinheiro, diretor de Assistência Farmacêutica da Sesapi. Ele lembrou que, nesse campo, as decisões ligadas ao acesso a medicamentos — da prescrição à dispensação ao usuário — precisam estar fundamentadas em evidências. Pinheiro disse ainda que a Secretaria já segue protocolos e regulamentos do SUS, e apontou que as políticas informadas por evidências tornam as decisões mais seguras e efetivas.

  • Público-alvo: gestores e técnicos da gestão estadual da saúde
  • Objetivo: fortalecer a tomada de decisão no SUS com evidências
  • Duração: 16 semanas (presencial e online)
  • Carga horária: 180 horas

Ou seja: se a política é a ponte entre o que se sabe e o que se faz, o curso tenta deixar essa travessia menos “no improviso” — e daí pra quem usa o SUS, a expectativa é de decisões mais qualificadas.

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