Teste do pezinho em Ribeirão Preto: 94,82% em 2025 e o que isso muda
Publicada em 19 de junho, 2026.
Atualizada em 19 de julho, às 18:01.
Na correria do começo da vida, tem um “checklist” que não dá para deixar pra depois: o teste do pezinho. Em Ribeirão Preto, o exame virou parte de um caminho organizado para acontecer no tempo certo e, com isso, facilitar decisões cedo quando aparece algum sinal.
Em 2025, 94,82% dos recém-nascidos do município fizeram o teste, passando da meta de 93% usada como referência para apoiar o diagnóstico precoce de doenças que podem interferir no desenvolvimento infantil.
O dado aparece ligado ao programa Floresce Uma Vida, da Secretaria Municipal da Saúde. Na prática, o acompanhamento começa na maternidade, com o cadastro da criança no sistema municipal. Depois, a rota segue com agendamento da vacina BCG, realização do teste do pezinho e marcação das primeiras consultas na unidade de saúde de referência.
Pense nisso como pegar o ônibus na linha certa: se a primeira etapa acontece no horário, você ganha folga para chegar nas próximas sem ficar correndo atrás do prejuízo. É exatamente esse encadeamento que o município destaca.
O que o teste do pezinho ajuda a enxergar antes
O ponto-chave é que o teste do pezinho consegue identificar precocemente mais de 50 doenças. Quando o resultado indica necessidade de acompanhamento, o programa atua para orientar medidas antes de surgirem sintomas. E quando a situação exige atendimento específico, há encaminhamento para serviços especializados, como o Centro Especializado de Reabilitação (CER II NADEF).
- Cobertura: 94,82% dos bebês fizeram o teste em 2025
- Meta: índice de referência de 93% superado
- Capacidade do exame: identificação precoce de mais de 50 doenças
- Quando precisa de especialidade: encaminhamento, como ao CER II NADEF
O programa existe desde 1995 e tem objetivos como reduzir a mortalidade infantil, ampliar o acesso aos serviços e sustentar o acompanhamento ao longo do começo da vida. A Prefeitura também cita indicadores para mostrar o efeito do trabalho: no começo do programa, Ribeirão Preto tinha 20,2 mortes infantis por mil nascidos vivos; em 2025, o número caiu para 10,7.
E além do exame, as equipes orientam pais e responsáveis sobre vacinação, desenvolvimento infantil e cuidados com a saúde do bebê, reforçando a continuidade pela rede de atenção básica.
E daí pra mim: com cobertura alta no teste do pezinho, mais famílias conseguem agir cedo quando o resultado pede atenção, em vez de deixar o tempo decidir por elas.

