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Regionalização da Saúde em SP: oficina define cronograma e muda a rede

A Regionalização da Saúde foi tema, nesta quarta-feira (3), da primeira oficina de alinhamento com os mediadores técnicos do projeto. A reunião ocorreu no Centro de Convenções Rebouças e contou com a participação do Secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, do coordenador do programa de Regionalização da Saúde, Renilson Rehen, e da vice-presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Carmem Silvia Guariente.

Publicada em 24 de maio, 2026.

Atualizada em 10 de julho, às 14:01.

Regionalização da Saúde em SP: oficina define cronograma e muda a rede
SES São Paulo

Regionalização da Saúde em SP saiu do modo “cada um no seu canto” e foi tratada como tarefa de organização: definir quem faz o quê e como o atendimento fica mais perto de quem precisa. Nesta quarta-feira (3), a Secretaria de Estado da Saúde apresentou, no Centro de Convenções Rebouças, a primeira oficina com os mediadores técnicos do projeto, com participação de Eleuses Paiva, Renilson Rehen e Carmem Silvia Guariente.

O encontro serviu para mostrar o caminho do programa e alinhar como serão as próximas entregas. A proposta é trabalhar em etapas de construção e acompanhamento: começa com uma oficina macrorregional e, depois, vêm atividades de apoio até consolidar relatórios e organizar encontros com os grupos envolvidos.

O cronograma divulgado inclui 1ª oficina Macrorregional; acompanhamento regional com construção de relatório em 90 dias; reunião com grupo condutor em 120 dias; e oficina macrorregional em 180 dias. Também foi apresentado um levantamento online sobre doenças e agravos e sobre problemas de acesso.

O que muda na prática

Na prática, a regionalização busca reduzir desigualdades para tornar o gasto público mais eficiente, ampliar a oferta de serviços e fazer filas andarem. O objetivo também é reduzir a distância percorrida por quem precisa de atendimento.

Hoje, os municípios aplicam até 40% do orçamento na saúde, mas a integração das unidades em rede ainda é um desafio. O resultado é que o cidadão pode terminar sem a necessidade atendida, mesmo quando há investimento.

Ou seja, a lógica do programa é criar um espaço de diálogo e negociação entre as três esferas do SUS (governo estadual, municípios e gestão do sistema) no nível regional. A ideia é somar recursos e esforços para melhorar acesso e organização.

No mesmo eixo, o Governo de São Paulo definiu que ambulatórios médicos de especialidades e hospitais estaduais se adequem às necessidades regionais, para colocar em funcionamento o princípio de descentralização do sistema de saúde.

Outro ponto discutido foi a revisão do papel dos hospitais de pequeno porte, com 50 leitos ou menos, para que contribuam de forma mais efetiva na rede regional, garantindo acesso em momento oportuno e com qualidade.

Para costurar essa mudança, os Departamentos Regionais de Saúde (DRSs) passam a ter papel estratégico de articulação regional com os municípios, ajudando a viabilizar a construção da rede de serviços.

E aqui vai uma analogia para entender rápido: pensar a rede como uma geladeira bem organizada ajuda a evitar “correria” no dia em que a comida é necessária. Só que, na saúde, o que está em jogo é o atendimento chegar certo, na hora certa, sem a pessoa ficar caçando a solução sozinha.

  • Redução de desigualdades: foco em diminuir diferenças regionais e melhorar o acesso
  • Eficiência do gasto: organizar a rede para aumentar a entrega do que é investido
  • Fila e distância: ampliar oferta e reduzir deslocamentos para atendimento
  • Integração regional: fortalecer diálogo e negociação entre as esferas na região

O Programa de Regionalização da Saúde do Estado de São Paulo conta com parceria do Cosems-SP e apoio da OPAS, com Carta de Cooperação Mútua voltada à qualificação e ao fortalecimento da gestão estadual do SUS no estado. E daí pra mim, que espero atendimento: o que se busca é uma rede mais amarrada para reduzir fila, reduzir distância e aumentar a chance de a necessidade ser atendida.

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