Bem-Estar

Melanoma: diagnóstico precoce aumenta as chances de cura no Paraná

Uma pinta que muda de tamanho, uma mancha que escurece ou uma lesão que não cicatriza aumenta a urgência do diagnóstico precoce no SUS do Paraná

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 12 de julho, às 08:01.

Melanoma: diagnóstico precoce aumenta as chances de cura no Paraná
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

Uma pinta que muda de tamanho ou uma mancha que escurece pode virar um sinal de alerta antes de virar um problema grande. No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça isso no Junho Preto: quanto mais cedo o diagnóstico do melanoma, maior a chance de cura. E não é só no verão, tá. No inverno também.

O melanoma é o tipo de câncer de pele mais agressivo e, embora represente uma parcela menor dos casos, responde pela maior parte das mortes associadas à doença. O motivo é simples de entender: quando não identificado e tratado cedo, ele tem mais capacidade de se espalhar para outros órgãos.

Pensa no melanoma como um “incêndio” que começa pequeno. Quando você vê a fumaça cedo, dá para agir no começo. Quando deixa avançar, a resposta fica mais complicada. A lógica do acompanhamento na rede pública segue essa ideia: identificar alterações ainda no início e encaminhar para avaliação especializada.

O que sustenta o alerta na prática

Na rede hospitalar do Paraná, os dados do Sistema de Informações Hospitalares registraram 2.498 procedimentos ligados ao melanoma maligno da pele (CID C43) entre 2024 e abril de 2026.

Foram 1.058 em 2024, 1.045 em 2025 e 395 nos primeiros quatro meses de 2026.

Entre os procedimentos mais frequentes, aparecem cirurgias para retirada de lesões e reconstrução da pele após tratamento. Só a excisão e sutura de lesão na pele com plástica em Z ou rotação de retalho somaram 846 procedimentos no período. Também houve 332 procedimentos de reconstrução de partes moles em oncologia, 233 tratamentos clínicos de pacientes oncológicos, 228 tratamentos de intercorrências clínicas e 192 exéreses múltiplas de lesões de pele ou tecido celular subcutâneo.

Esses números ajudam a mostrar uma coisa objetiva: além de prevenção e diagnóstico precoce, existe estrutura no SUS para atender do começo ao tratamento especializado.

  • Impacto: melanoma tem maior chance de causar morte quando não é tratado cedo.
  • Movimento na rede: 2.498 procedimentos (CID C43) registrados entre 2024 e abril de 2026.
  • Foco do cuidado: orientar avaliação rápida de lesões suspeitas e manter acompanhamento.
  • Aposta no início: achar alterações no começo aumenta as chances de sucesso do tratamento.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, diz que o Estado investe no fortalecimento da linha de cuidado oncológica para garantir assistência em todas as etapas do tratamento. Ao mesmo tempo, reforça o desafio central: incentivar prevenção e diagnóstico precoce.

A dermatologista Priscila de Cássia Francisco, no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSP), vinculado à Sesa, lembra que quem já teve melanoma tem risco maior de desenvolver novos melanomas ao longo da vida. Por isso, o acompanhamento especializado busca monitorar a pele e identificar novas lesões ainda em fases iniciais, com apoio de exames como dermatoscopia (avaliação ampliada das lesões).

Ou seja: se a pele muda de cor, formato ou tamanho, ou a lesão sangra, coça ou não cicatriza, o caminho é procurar avaliação cedo. No fim, é isso que muda o jogo para quem precisa enfrentar o melanoma.

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