Bem-Estar

Dia do Brincar no hospital: cuidado mais leve na rotina de pacientes

Na prática, o Hoiol levou atividades de Humanização para pacientes, acompanhantes e equipe no Dia do Brincar, com foco em reduzir tensão e fortalecer o cuidado integral.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 21 de julho, às 02:00.

Dia do Brincar no hospital: cuidado mais leve na rotina de pacientes
Atividades realizadas à beira-leito marcaram a celebração alusiva ao Dia do Brincar no Hoiol Foto: Ascom Hoiol

Se brincar dentro do hospital ajuda a criança a atravessar o tratamento com menos peso, a resposta aparece em ações bem concretas. Nesta segunda-feira (25), o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, preparou uma programação especial no Dia do Brincar, celebrado em 28 de maio.

A iniciativa foi coordenada pela equipe de Humanização da unidade e juntou pacientes, acompanhantes e colaboradores em atividades no auditório, na brinquedoteca e à beira-leito. A ideia foi clara: estimular a criatividade e a convivência, criando experiências afetivas enquanto a criança segue o cuidado.

O ponto central é que brincar é tratado como um direito fundamental da criança e do adolescente. A coordenadora de Humanização do Hoiol, Natacha Cardoso, explicou que, no ambiente hospitalar, as atividades lúdicas também entram no caminho do tratamento: elas ajudam a reduzir a ansiedade e deixam a permanência mais leve para pacientes e familiares.

Pensa no hospital como uma sala que vive com o volume sempre alto. A rotina médica mantém o que precisa funcionar, mas as atividades de brincadeira servem como um ajuste fino do som: elas não “tirariam” a doença da cena, só ajudam a criança a continuar sendo criança enquanto o cuidado acontece.

O que muda na prática

  • Bem-estar durante o tratamento: o brincar é associado ao fortalecimento do cuidado humanizado e à redução da ansiedade no hospital
  • Desenvolvimento integral: a coordenadora cita contribuição para crescimento cognitivo e emocional, socialização e habilidades motoras
  • Menos tensão para as famílias: a programação busca tornar a permanência menos pesada para pacientes e familiares
  • Acolhimento para a equipe: a unidade também investiu em ações voltadas aos profissionais

Além das atividades para pacientes, a programação contemplou os profissionais da unidade com a “Oficina do Riso”, conduzida pelos atores voluntários Ricardo Tomaz e Nelson Delgado. O encontro reuniu exercícios de relaxamento, expressão corporal, técnicas de respiração e dinâmicas de integração.

A enfermeira da Auditoria de Prontuário do Hoiol, Jéssica Cardoso, participou da atividade e destacou o impacto no bem-estar e na harmonia da equipe: foi uma forma de desacelerar a rotina e até rir de si mesmas.

No dia a dia de quem acompanha, a percepção também aparece. A dona de casa Nazaré Paiva, de 57 anos, que acompanha o neto Samuel, de 8 anos, relatou que as brincadeiras ajudam a distrair a cabeça e deixam a criança mais animada. Já a servidora pública Maurícia Viana, de 34 anos, disse que as atividades descontraiem e aliviam a tensão do ambiente.

No fim das contas, a pergunta que fica é simples: se o cuidado já exige tanta energia, por que não incluir momentos que devolvem leveza ao dia? Para o Hoiol, esse “e daí pra mim?” ganha corpo no auditório, na brinquedoteca e à beira-leito.

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