Inovação & Tecnologia

Genéricos no Brasil: 27 anos e a queda de preço que chega ao bolso

Com a Lei de Genéricos completa **27 anos**, a reportagem mostra como a entrada de novas opções reduz preços e amplia acesso já no dia a dia.

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Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 9 de julho, às 02:01.

Genéricos no Brasil: 27 anos e a queda de preço que chega ao bolso
ANVISA

Comprar remédio costuma doer no orçamento, né? Pois a comemoração na Anvisa nesta terça-feira (26/5) colocou um número atrás do outro para explicar por que os genéricos viraram parte da rotina de muita gente.

O evento aconteceu no auditório do órgão e reuniu o diretor-presidente Leandro Safatle, além dos diretores Thiago Campos e Daniela Marreco. Também estiveram presentes Eduardo Jorge, secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), e Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da Pró-Genéricos.

A linha central das falas foi esta: a história dos genéricos se sustenta em credibilidade construída ao longo desses anos, com trabalho regulatório. Safatle associou esse caminho ao papel da Anvisa no processo. Campos fez um paralelo entre a chamada Lei dos Genéricos e a própria existência da agência, dizendo que, no fim das contas, regulação estatal e capacidade produtiva caminham juntas. Já Marreco trouxe o dado que conecta a política com o bolso.

Quando o primeiro genérico entra no mercado, ocorre redução de 20% no preço do produto. Com a entrada do terceiro genérico, a redução passa de 50%. Na prática, mais concorrência empurra o valor para baixo e amplia as chances de acesso.

E é aqui que entra um jeito simples de entender o mecanismo: pense em um “rodízio de opções” parecido com aquelas feiras livres bem movimentadas. No começo, tem menos barracas disputando o mesmo cliente; com mais opções, a concorrência força cada uma a melhorar a oferta, e o resultado aparece primeiro no preço e depois na escolha.

O que muda na prática

A base para essa troca é a Lei 9.787/1999, que, ao entrar em vigor, definiu um caminho de concorrência no mercado farmacêutico e ajudou a reduzir a dependência de produtos exclusivos.

A reportagem também amarra confiança ao conceito de intercambialidade, viabilizado por testes de bioequivalência (isto é, verificar se um medicamento tem desempenho equivalente ao de referência). Ou seja: a troca passa a ter uma regra técnica por trás.

Outro ponto citado no encontro é que a política levou a preços no mínimo 35% mais baixos em comparação aos de referência, mirando acesso, especialmente para pessoas de baixa renda. No ano de 2022, a maioria das vendas dos genéricos ficou na faixa de preço abaixo de R$ 20,00 a caixa.

  • Preço: 20% de redução com o primeiro genérico e acima de 50% com o terceiro
  • Acesso: produtos com preços no mínimo 35% mais baixos do que os de referência
  • Confiança: intercambialidade sustentada por testes de bioequivalência
  • Demanda: em 2022, predominância das vendas abaixo de R$ 20,00 por caixa

E daí pra mim? Se a compra de remédio pesa no fim do mês, os 27 anos lembrados na cerimônia ajudam a traduzir política em consequência: mais opções, preço menor e maior possibilidade de acesso ao tratamento.

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