Saúde bucal inclusiva no Piauí: Sesapi treina APS e organiza o cuidado
Publicada em 29 de junho, 2026.
Atualizada em 9 de julho, às 12:01.
Se o paciente chega na UBS e o caminho até o atendimento flui, tudo fica mais fácil. É exatamente essa a lógica da Jornada da Inclusão na Saúde Bucal, promovida pela Sesapi na segunda-feira (29), para fortalecer a atenção odontológica inclusiva no estado.
O encontro foi no auditório da Secretaria de Administração, no Centro Administrativo, em Teresina, com cerca de 120 profissionais da APS de municípios piauienses. A proposta foi alinhar como o cuidado é organizado na prática, do primeiro contato até o encaminhamento, para cada caso ter um fluxo que faça sentido.
Para traduzir a ideia, pense como montar um churrasco em família: antes do fogo acender, alguém já definiu quem corta, quem prepara e quando cada etapa acontece. Sem isso, o evento até acontece, mas vira improviso e ninguém sabe direito por onde começar. O conteúdo da jornada seguiu essa linha: orientar a equipe com base em situações que exigem atenção específica.
No lado clínico, as palestras passaram por temas como fissura labiopalatina (uma condição congênita envolvendo lábio e/ou palato) e o atendimento de pessoas com deficiência não colaborativos. O ponto central, segundo a coordenação estadual de Saúde Bucal, foi ampliar o conhecimento sobre tratamento, diagnóstico e o fluxo regulatório (o caminho de encaminhamento dentro da rede de saúde) para que a equipe saiba como conduzir cada etapa.
Além das abordagens clínicas, o evento discutiu como organizar o “caminho” do paciente na rede, incluindo pessoas com deficiência e necessidades especiais e também quem nasce com fissura labiopalatina. Houve espaço para troca de experiência entre os profissionais e participação de especialistas.
O que muda na prática
A capacitação mira destravar etapas do atendimento que podem travar quando falta orientação clara e um processo bem alinhado. Em vez de cada profissional resolver o caso do próprio jeito, a ideia é padronizar o entendimento do fluxo.
- Público-alvo: profissionais da Atenção Primária dos municípios piauienses
- Eixo clínico: fissura labiopalatina e pacientes com deficiência não colaborativos
- Organização do cuidado: fluxo regulatório para orientar o caminho do paciente
- Resultado esperado: melhora na qualidade do atendimento e do tratamento
O “e daí pra mim?” fica simples: quando a equipe da UBS reconhece, conduz e encaminha casos específicos com mais clareza, o paciente sente na ponta mais orientação e cuidado desde o primeiro contato.

