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Hipertensão no SUS: atendimentos sobem 43,8% em SP e acendem alerta

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) registrou um aumento de 43,8% no número de atendimentos ambulatoriais e internações por hipertensão em 2023 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — e o avanço aparece também nos primeiros meses de 2024, com **31.812** atendimentos entre janeiro e fevereiro, contra **22.112** no mesmo período de 2022.

Publicada em 24 de maio, 2026.

Atualizada em 10 de julho, às 04:01.

Hipertensão no SUS: atendimentos sobem 43,8% em SP e acendem alerta
SES São Paulo

Se a sua rotina vive lotada e a pressão fica sempre “pra depois”, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) trouxe um alerta que dá pra sentir na prática. Em 2023, houve aumento de 43,8% nos atendimentos ambulatoriais e internações por hipertensão no SUS.

É como uma conta de luz que vai subindo aos poucos: no começo parece pouco, mas quando você vai olhar, já virou um problema maior. Com a hipertensão, o efeito é parecido no tempo: muitas vezes ela demora para dar sinais claros, só que as consequências podem ir se acumulando.

Na comparação direta, entre janeiro e fevereiro de 2024, foram 31.812 atendimentos. No mesmo período de 2022, o número foi de 22.112. O recorte entra no clima do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado nesta quarta-feira (26), quando a orientação é reforçar acompanhamento e controle.

O ponto-chave é que a hipertensão costuma ser silenciosa. Ainda assim, com o tempo, pode aumentar o risco de complicações como doenças cardíacas, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doença renal e problemas oftalmológicos.

O médico Bruno Toldo, gerente médico responsável pelo Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), explica que o risco aparece com mais força em grupos como homens, mulheres após a menopausa, pessoas acima de 60 anos, obesos, sedentários, tabagistas, além de quem tem alto nível de estresse e pessoas que usam álcool com consumo de alto teor de sal. Ele também menciona que 30 a 50% dos casos têm relação com fatores genéticos, junto com hábitos de vida.

O que muda na prática

O controle começa por medir. Para isso, o diagnóstico pode ser feito com o esfigmomanômetro (o aparelho usado para medir a pressão). Segundo o especialista, o procedimento é rápido, prático, confiável e não invasivo.

A partir daí, a SES-SP reforça medidas ligadas a prevenção e tratamento, que fazem sentido tanto para quem está na rede pública quanto para quem acompanha em serviços de saúde:

  • Prevenção: manter alimentação com baixo teor de sódio e fazer exercícios físicos regularmente

  • Fatores de risco: evitar sobrepeso e obesidade, não fumar e controlar estresse

  • Monitoramento: medir a pressão arterial regularmente e manter consultas médicas periódicas

  • Tratamento: melhorar estilo de vida, acompanhar com orientação e tratar causas secundárias (como doenças renais, diabetes e doenças cardíacas)

Na prática, o aviso é para tirar a hipertensão do modo “quando der”. Se ela cobra mesmo quando a gente não vê, medir e cuidar vira a forma de evitar que o problema cresça.

E daí pra mim? Se a sua pressão ficou fora do calendário, os 43,8% de aumento em 2023 e o salto de 31.812 atendimentos no começo de 2024 funcionam como um recado direto: colocar o check-up e o básico na agenda é o caminho mais seguro.

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