SUS em Palmas: pré-conferência reúne sul e prepara propostas para junho
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 10 de julho, às 12:01.
Na saúde pública de Palmas, o que define os próximos passos começa antes da conferência. Nesta terça-feira, 16, moradores da região sul participaram da Pré-Conferência Municipal de Saúde, na Escola de Tempo Integral (ETI) Eurídice Ferreira de Mello, no Jardim Aureny III.
O encontro colocou lado a lado usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), trabalhadores da saúde, gestores e representantes de entidades para discutir propostas que ajudem a construir e fortalecer políticas públicas de saúde no município.
A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (Semus), Micheline Pimentel, foi direta ao ponto: os desafios atuais pedem mais do que responder apenas à demanda de consultas e internações. Na prática, ela puxou a ideia de que doenças crônicas ligadas ao estilo de vida, como hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, precisam de prevenção no dia a dia.
Ou seja: a conta não fecha só “apagando incêndio”. A aposta é criar espaço para escolhas que reduzem o adoecimento, com atividade física, alimentação adequada, ambientes saudáveis, vacinação e educação em saúde.
Pensando nisso, a pré-conferência também serviu para organizar as propostas que serão levadas para a deliberação na 13ª Conferência Municipal de Saúde, marcada para 23 e 24 de junho. Quem circula pelo conselho entende o peso dessa etapa.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Antônio Saraiva, reforçou que a participação popular e o controle social (o jeito de acompanhar e influenciar decisões na saúde) mantêm o processo democrático ativo.
Entre as vozes do SUS, Anair Maria Loro, usuária e coordenadora da Pastoral da Criança, disse que o espaço ajuda a mostrar a realidade aos gestores e a entender como as propostas vão sendo construídas. Ela citou prioridades como atendimento gratuito, fornecimento de medicamentos, aplicação de vacinas e assistência à população.
O que muda na prática
Se a conferência é o momento de decidir, a pré-conferência funciona como a lista que alguém organiza antes de montar o prato. Cada proposta vinda do território entra no cardápio de discussão do município.
Na região sul de Palmas, o diálogo ajuda a reunir o que a população considera mais urgente para fortalecer o SUS.
- Participação: usuários, trabalhadores, gestores e entidades discutem propostas
- Foco: promoção da saúde e prevenção, além do tratamento
- Controle social: comunidade participa e orienta decisões do conselho
- Próxima etapa: sugestões vão para a 13ª Conferência Municipal de Saúde em 23 e 24 de junho
No fim, é aí que aparece o “e daí pra mim?”: o que é levantado hoje vira base para o que será debatido na conferência. E quanto mais claro e consistente o que chega do território, mais a saúde pública fica alinhada com as necessidades reais.

