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Saúde em Sergipe ganha R$ 3,6 bilhões e zera gargalos históricos de atendimento

Moradores do interior agora fazem cirurgias e tratamentos de alta complexidade perto de casa, sem precisar viajar para Aracaju.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 12 de setembro, às 02:01.

Saúde em Sergipe ganha R$ 3,6 bilhões e zera gargalos históricos de atendimento
Saúde

Ir ao médico especialista sem enfrentar horas de estrada ou anos de espera é o desejo de qualquer paciente. Na prática, a saúde pública em Sergipe passou por uma transformação parecida com uma grande reforma residencial, daquelas que duplicam o tamanho da casa, criam banheiros extras para acabar com as filas e modernizam toda a fiação elétrica.

O orçamento estadual para o setor alcançou R$ 3,6 bilhões em 2025, o que representa 17,68% da receita do estado — bem acima do limite mínimo constitucional de 12%. Esse montante é 50% maior do que o registrado em 2022. O resultado prático é que os atendimentos ambulatoriais (consultas e exames que não exigem internamento) saltaram de 11 milhões para mais de 20 milhões no mesmo período.

De acordo com o secretário de Saúde, Jardel Mitermayer, o ritmo de avanço dos últimos três anos equivale a 16 anos de progresso comum. O ponto-chave é que o diagnóstico e o início do tratamento agora acontecem de forma muito mais rápida.

Obras entregues e novos serviços

A maior novidade dessa reforma estrutural é o Hospital do Câncer de Sergipe Governador Marcelo Déda Chagas. Em apenas seis meses de funcionamento, a unidade registrou mais de 11 mil atendimentos e 4 mil sessões de quimioterapia, além de ampliar em 150% as poltronas de infusão de medicamentos. A paciente Daniela dos Santos, de 36 anos, confirma que o ambiente acolhedor e organizado traz mais conforto ao tratamento.

Para evitar que os pacientes precisem viajar até a capital, a saúde foi interiorizada, funcionando como novos cômodos construídos na casa para descentralizar o espaço. No sertão, o Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória recebeu a primeira UTI do Sertão, com dez leitos de terapia intensiva funcionando 24 horas. No agreste, o Centro de Especialidades Médicas Dr. José Luciano Siqueira, em Itabaiana, passou a oferecer consultas especializadas perto dos moradores.

Mutirão de cirurgias e exames rápidos

O programa Opera Sergipe já realizou mais de 60 mil cirurgias eletivas (procedimentos agendados, que não são de urgência), abrangendo 34 especialidades, como cirurgias bariátricas e ortopédicas. O coletor de recicláveis Paulo Pinheiro, de 64 anos, operou uma hérnia pelo programa e recuperou a capacidade de trabalhar.

No mesmo ritmo, o Enxerga Sergipe devolveu a visão a mais de 12 mil pessoas por meio de cirurgias de catarata e pterígio (remoção de uma membrana que cresce sobre a córnea).

Veja os principais números dessa reestruturação:

  • Orçamento investido: R$ 3,6 bilhões aplicados na saúde em 2025
  • Atendimentos ambulatoriais: salto de 11 milhões para mais de 20 milhões de consultas e exames
  • Cirurgias agendadas: mais de 60 mil procedimentos pelo Opera Sergipe
  • Renovação de frota: entrega de 97 novas ambulâncias e motolâncias para o Samu 192 Sergipe

O que muda na prática

Para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS), o investimento diminui o tempo de espera e descentraliza o atendimento. Hospitais de grande porte, como o Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), ganharam R$ 30 milhões em novos equipamentos, incluindo tomógrafos e ressonância magnética com inteligência artificial. Isso significa diagnósticos mais rápidos e precisos diretamente na rede pública, permitindo que o paciente comece a se recuperar muito mais cedo.

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