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Alta hospitalar: bebê com doenças raras vai para casa após cinco meses

Acompanhamento especializado da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes resulta em alta hospitalar de bebê após cinco meses de internamento

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Alta hospitalar: bebê com doenças raras vai para casa após cinco meses
Governo de SergipeSES Sergipe

Quando a rotina é de corredor de hospital, uma boa notícia costuma ser bem concreta: depois de cinco meses de internamento, a bebê Sofia Vitória ganhou alta hospitalar na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL).

O começo dessa história teve marcas no corpo desde o nascimento, com malformações genéticas. A assistência passou por diagnósticos como hidrocefalia, mielomeningocele e chiari tipo 2, e depois veio a confirmação de uma condição rara que afeta o sistema neurológico, a coluna e também traz problemas respiratórios. Esse é o tipo de cenário em que o cuidado fica o tempo todo com base em equipe e tecnologia.

Para entender o que sustentou a internação até a alta, a sequência faz sentido. Sofia ficou sob assistência na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin). O tratamento incluiu atuação de especialistas e cirurgias de correção.

A mãe, Taís Menezes, descreve a fase como uma “volta por cima” que virou realidade depois do susto inicial. Ela disse que, além das malformações, a família precisou seguir para um acompanhamento contínuo: “Estou levando a minha filha para continuar o tratamento em casa”.

Na avaliação da equipe, o cuidado foi amplo e especializado. A gerente da Utin, a enfermeira neonatologista Juliana Fonseca, afirmou que Sofia teve suporte com neurologista pediátrico, otorrinolaringologista e neonatologistas, entre outros profissionais.

O ponto-chave para a saída do hospital é que a alta não significa “zero suporte”. Sofia usou equipamentos e recebeu direcionamento para seguir com segurança em casa, com oxigênio, gastrostomia (GTT) e traqueostomia. O caminho lembra quando uma obra termina, mas a casa ainda pede ajustes: o trabalho muda de lugar, só que a manutenção continua.

O que muda na prática

O passo seguinte após a alta será com o projeto Melhor em Casa, iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS) para levar atendimento médico e multiprofissional ao domicílio. Segundo Juliana, a parceria com a Atenção Primária ajuda a fazer a transição: a família leva a bebê para casa, e ela segue acompanhada pelo Ambulatório de Seguimento, o antigo Follow-up.

  • Ponto-chave: alta hospitalar após cinco meses na MNSL
  • Apoio em casa: acompanhamento pelo Melhor em Casa (SUS)
  • Continuidade do cuidado: suporte com oxigênio, GTT e traqueostomia
  • Direção do próximo passo: orientação para desmame e seguimento

No mesmo clima de alívio, a avó, Jane Cristina, comemorou a continuidade: “Nossa família está muito contente”. No fim, é isso que aterrissa: depois de meses internada, o tratamento segue com chão na rotina de casa, com orientação para o que vem pela frente.

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