TEA e dentista: Sesa capacita equipes da atenção primária para atendimento
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 11 de julho, às 14:00.
Quem já teve de remarcar consulta por ansiedade ou sensibilidade sabe o tamanho do desafio que pode surgir no consultório. No Paraná, a atenção primária ganhou reforço para atender melhor pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA): servidores das regionais de saúde de Curitiba e Paranaguá participaram de uma capacitação focada em odontologia inclusiva.
O encontro de extensão “Odontologia Inclusiva: Manejo e Dessensibilização Comportamental” foi voltado às equipes de saúde bucal da atenção primária. A ação foi promovida pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com 80 inscritos e a participação de cinco mães de pessoas com TEA.
Na prática, o curso trabalhou estratégias para tornar o atendimento mais integral, humanizado e inclusivo. Entre os temas, estão acolhimento, comunicação, manejo clínico-comportamental (como conduzir situações durante o cuidado) e técnicas de dessensibilização (processo de reduzir desconfortos associados a procedimentos), explicadas dentro da rotina do serviço.
Pensa assim: é como ajustar o volume antes de entrar em uma sala barulhenta. A equipe vai aprendendo a “sintonizar” o ritmo do atendimento para que a experiência fique mais previsível e segura. É nesse detalhe que o cuidado tende a funcionar melhor para o paciente, a família e o profissional.
O que muda na prática
O objetivo é qualificar profissionais da ponta para lidar com especificidades do TEA. A Sesa aponta que isso pode ampliar o acesso aos serviços e reduzir barreiras assistenciais, criando experiências mais seguras e acolhedoras.
O texto também lembra por que o atendimento odontológico ainda é desafiador para essa população, especialmente por alterações sensoriais, dificuldades de comunicação, ansiedade e resistência aos procedimentos clínicos.
O ponto-chave, segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, é investir em formação permanente para que o serviço esteja preparado para cada necessidade. O curso ainda é apresentado como parte do compromisso com práticas baseadas em evidências e com a construção de uma rede mais preparada para pessoas com deficiência, fortalecendo políticas de inclusão, acessibilidade e qualidade da assistência.
- Foco: qualificação de equipes de saúde bucal da atenção primária para atendimento a pessoas com TEA
- Parceiros: SESA-PR e UFPR
- Participantes: 80 inscritos e cinco mães de pessoas com TEA
- Conteúdos: acolhimento, comunicação, manejo clínico-comportamental e dessensibilização
E daí pra mim? Se o dentista estiver mais preparado para lidar com sensibilidade e ansiedade, a chance de a consulta virar uma experiência mais tranquila e possível cresce de verdade.

