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Vacinas especiais no Crie do Pará: imunidade fragilizada encontra rota certa

Com **27 tipos** de vacinas e imunoglobulinas diferenciadas, o Crie orienta o acesso após laudo e consulta, ajustando o que cada caso precisa.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Vacinas especiais no Crie do Pará: imunidade fragilizada encontra rota certa
CRIE disponibiliza 27 tipos de vacinas e imunoglobulinas diferenciadas para o público com condições clínicas especiais Foto: DivulgaçãoSES Pará (SESPA)

Quando a vacina certa não aparece no posto básico, o que resolve é ter um lugar que trabalhe com protocolo sob medida. No Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (Crie), na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, a proposta é simples: atender pessoas com imunidade fragilizada e condições clínicas especiais com vacinas e imunoglobulinas (produtos usados para dar proteção contra infecções).

Pense no Crie como um conserto de bicicleta com peças raras: o problema vem antes da “marca do equipamento”. Primeiro, a equipe entende a situação clínica; depois, encaixa o tratamento que faz sentido para aquele diagnóstico e para o protocolo daquele paciente. É assim que o atendimento funciona para crianças e adultos, incluindo quem vem do serviço público ou do serviço privado. “O manual que nos rege é que vai dizer o protocolo para cada paciente”, explica a médica Emelie Sabbá.

O centro atende mais de dez mil pacientes cadastrados e é considerado uma unidade estratégica do Sistema Único de Saúde (SUS) justamente por oferecer imunobiológicos que “não são ofertados em postos básicos”. O foco prioritário é imunizar pessoas com imunodeficiências e outras condições clínicas específicas.

O Crie disponibiliza 27 tipos de vacinas e imunoglobulinas diferenciadas, como DTPA, Hepatite A, Hexavalente, Haemophilus Influenzae tipo B, HPV, Nirsevimabe, PN 20, VIP, VZ e Hepatite B. Além disso, também há imunoglobulinas, com atendimento pensado para segurança e indicação correta.

Na prática, o caminho costuma começar pelo diagnóstico já fechado. A pessoa leva um laudo e passa por consulta para avaliação da condição clínica e para a indicação do que tem direito. “Aqui passa por uma consulta com a médica do serviço, que vai avaliar esse laudo, verificar a condição clínica do paciente e indicar quais as vacinas especiais ele tem direito de fazer conosco”, detalha a responsável técnica enfermeira Nathália Souza.

O que muda na prática

Para quem precisa de tratamento especializado, a lógica é combinar o imunobiológico com acompanhamento. O paciente João dos Santos Monteiro, de 60 anos, relata que, após diagnóstico de doença autoimune, foi encaminhado ao Crie e faz acompanhamento, recebendo imunossupressor (medicação que reduz a atividade do sistema imunológico) e suporte da equipe.

  • Rótulo: pessoas com condições clínicas especiais e imunodeficiências
  • Rótulo: 27 tipos de vacinas e imunoglobulinas diferenciadas
  • Rótulo: acesso por laudo e avaliação em consulta
  • Rótulo: acompanhamento além da medicação

E, mesmo com centros de referência como o Crie, existe também o Programa Nacional de Imunização (PNI), com acesso universal e gratuito às vacinas voltadas a diferentes fases da vida. Ou seja: se o seu caso pede um imunobiológico específico, existe um fluxo de avaliação para orientar o que fazer e garantir a proteção do jeito certo para cada condição.

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