Vacinas especiais no Crie do Pará: imunidade fragilizada encontra rota certa
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Quando a vacina certa não aparece no posto básico, o que resolve é ter um lugar que trabalhe com protocolo sob medida. No Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (Crie), na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, a proposta é simples: atender pessoas com imunidade fragilizada e condições clínicas especiais com vacinas e imunoglobulinas (produtos usados para dar proteção contra infecções).
Pense no Crie como um conserto de bicicleta com peças raras: o problema vem antes da “marca do equipamento”. Primeiro, a equipe entende a situação clínica; depois, encaixa o tratamento que faz sentido para aquele diagnóstico e para o protocolo daquele paciente. É assim que o atendimento funciona para crianças e adultos, incluindo quem vem do serviço público ou do serviço privado. “O manual que nos rege é que vai dizer o protocolo para cada paciente”, explica a médica Emelie Sabbá.
O centro atende mais de dez mil pacientes cadastrados e é considerado uma unidade estratégica do Sistema Único de Saúde (SUS) justamente por oferecer imunobiológicos que “não são ofertados em postos básicos”. O foco prioritário é imunizar pessoas com imunodeficiências e outras condições clínicas específicas.
O Crie disponibiliza 27 tipos de vacinas e imunoglobulinas diferenciadas, como DTPA, Hepatite A, Hexavalente, Haemophilus Influenzae tipo B, HPV, Nirsevimabe, PN 20, VIP, VZ e Hepatite B. Além disso, também há imunoglobulinas, com atendimento pensado para segurança e indicação correta.
Na prática, o caminho costuma começar pelo diagnóstico já fechado. A pessoa leva um laudo e passa por consulta para avaliação da condição clínica e para a indicação do que tem direito. “Aqui passa por uma consulta com a médica do serviço, que vai avaliar esse laudo, verificar a condição clínica do paciente e indicar quais as vacinas especiais ele tem direito de fazer conosco”, detalha a responsável técnica enfermeira Nathália Souza.
O que muda na prática
Para quem precisa de tratamento especializado, a lógica é combinar o imunobiológico com acompanhamento. O paciente João dos Santos Monteiro, de 60 anos, relata que, após diagnóstico de doença autoimune, foi encaminhado ao Crie e faz acompanhamento, recebendo imunossupressor (medicação que reduz a atividade do sistema imunológico) e suporte da equipe.
- Rótulo: pessoas com condições clínicas especiais e imunodeficiências
- Rótulo: 27 tipos de vacinas e imunoglobulinas diferenciadas
- Rótulo: acesso por laudo e avaliação em consulta
- Rótulo: acompanhamento além da medicação
E, mesmo com centros de referência como o Crie, existe também o Programa Nacional de Imunização (PNI), com acesso universal e gratuito às vacinas voltadas a diferentes fases da vida. Ou seja: se o seu caso pede um imunobiológico específico, existe um fluxo de avaliação para orientar o que fazer e garantir a proteção do jeito certo para cada condição.
