Malária em escolas de Boa Vista: Carreta Cinema chega para educar
Publicada em 21 de maio, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Se a aula fica só no quadro, a conversa sobre prevenção da malária costuma demorar mais para “pegar” no dia a dia. Em Boa Vista, o jeito foi trocar parte desse caminho por uma experiência que chama atenção logo no início: a “Carreta Cinema Educativa” chegou às escolas para discutir saúde de forma direta, com sessões audiovisuais.
Nesta sexta-feira, 22, a iniciativa fez duas sessões em cada turno na Escola Municipal Laucides Inácio de Oliveira. O formato é simples: é como pegar o intervalo e transformar em aprendizagem com sala escura, exibição de filme e atividades guiadas pelo tema. A ideia é manter o aprendizado mais leve, sem perder o foco na prevenção.
O projeto é apresentado como uma combinação de educação, cultura e saúde pública, voltada para orientar estudantes da Rede Municipal sobre cuidados para evitar a doença. Para o gerente do Ensino Fundamental da Prefeitura, Márcio Cardoso, a ação foi planejada para começar com impacto de 1.440 crianças por mês, além de docentes.
O que muda na prática
A “Carreta Cinema Educativa” vai circular pelas unidades de ensino de Boa Vista até janeiro, considerando o calendário de férias escolares. Na região, a atenção precisa ser constante: Roraima é descrito como endêmico para a malária, ou seja, um lugar em que a doença está presente.
- Público-alvo: estudantes da Rede Municipal e docentes
- Formato: duas sessões audiovisuais por turno em cada escola
- Abrangência (inicial): 1.440 crianças impactadas mensalmente
- Foco: prevenção da malária com orientações em educação em saúde
A iniciativa é feita em parceria com a Associação de Proteção e Amparo à Saúde (APAS). De acordo com Júlio Cézar, diretor de implantação nacional da associação, o projeto segue em Boa Vista e depois deve chegar a outros estados.
E do lado de quem recebe a mensagem, a reação aparece na fala. A aluna Alícia Gabriela, de 8 anos, disse que foi “muito legal”, comparando a experiência a “igual ao cinema”, e que o filme abordou se proteger e “cuidando de casa para não ficar doente”.
No fim, a conversa que fica é essa: não é só sair com o filme. É levar uma orientação que faz sentido no cotidiano, e daí pra mim? É saber o que fazer para evitar a malária, na prática.
