Vacinas em Pernambuco: nova central dobra capacidade de armazenamento
Publicada em 25 de junho, 2026.
Atualizada em 14 de julho, às 16:00.
Se a vacinação é a porta de entrada da prevenção, a logística é o que mantém a porta aberta. Na prática, o Governo de Pernambuco entregou a requalificação e ampliação da Central Estadual da Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que é onde as vacinas ficam guardadas e de onde elas saem para chegar aos municípios.
A entrega foi nesta quinta-feira (25/06). O investimento informado foi superior a R$ 6,1 milhões. Segundo a governadora Raquel Lyra, a reforma permitiu dobrar a capacidade de armazenamento de imunizantes e substituiu um espaço descrito por ela como abandonado e insalubre por uma estrutura reformada para apoiar a cobertura vacinal no estado.
Pense na rede de frio como uma geladeira grande e bem organizada do sistema de saúde. Se a prateleira é pequena ou improvisada, os itens ficam no limite e a rotina trava. Com a ampliação, a ideia é ganhar espaço e melhorar o cuidado com o que precisa estar na temperatura certa para seguir viagem.
Entre as mudanças citadas na cerimônia, houve a construção de uma nova câmara de resfriamento para armazenamento de vacinas, além da modernização das áreas administrativas e da adequação dos ambientes operacionais da unidade. A central é descrita como o principal centro de conservação e distribuição de imunizantes de Pernambuco.
A secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, ligou a obra ao aumento da capacidade de resposta da rede estadual de imunização. Ela disse que, antes, a unidade não tinha condições de receber todas as vacinas encaminhadas pelo Ministério da Saúde por falta de espaço de armazenamento, e que agora a estrutura permitiria o recebimento. Ela também mencionou um auditório para capacitação e treinamento dos profissionais de saúde e destacou que a estrutura está “dentro da norma”.
O fluxo de trabalho também foi explicado: as vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde são recebidas, armazenadas e distribuídas pelo Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) para as Gerências Regionais de Saúde (Geres), chegando depois a todos os municípios pernambucanos.
A superintendente estadual de Imunizações, Magda Costa, afirmou que a reestruturação melhora a qualidade do armazenamento e a segurança operacional. Ela citou vulnerabilidades anteriores no armazenamento de seringas, com risco de entrada de animais, pragas e até de molhar materiais, e disse que a unidade passou por adequações às exigências das normas técnicas do Ministério da Saúde.
O que muda na prática
- Capacidade de armazenamento: dobrada para imunizantes
- Estrutura de resfriamento: nova câmara de resfriamento para vacinas
- Condições de trabalho: melhor ambiente operacional para profissionais
- Segurança operacional: cuidados com armazenamento e redução de vulnerabilidades citadas
No dia a dia, cerca de 50 profissionais atuam na Central Estadual da Rede de Frio. A técnica de enfermagem Marielza Costa, que trabalha no local há 30 anos, disse que essa é a primeira vez que vê a diferença no setor e que “essa é a primeira gestão que olha para a gente”. Já a deputada estadual Socorro Pimentel afirmou que a entrega ampliada e reformada mostra compromisso com a saúde pública.
