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Hospital Geral de Fortaleza: pediatria e maternidade explicam por que ele fica

Conheça a trajetória de profissionais que tiveram vidas marcadas pela unidade.

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 29 de junho, às 08:01.

Hospital Geral de Fortaleza: pediatria e maternidade explicam por que ele fica
Secretaria da Saúde do Ceará

Se você já precisou de um cuidado que pega de verdade, sabe: mais do que paredes e equipamentos, o que fica é o apoio. No Hospital Geral de Fortaleza (HGF), os 57 anos de história não aparecem só em cronologia. Eles surgem em relatos de quem viveu plantão, perdas, recomeços e, principalmente, em como a unidade vira parte do cotidiano de um profissional e de uma família.

Pensa no HGF como um “barco de apoio” em dia de mar agitado: a estrutura está ali, mas é a prática dentro dele que faz diferença. E, nos depoimentos, a embarcação aparece em detalhes da pediatria e do dia a dia da maternidade.

Ary Melo, aos 86 anos e prestes a completar 87, chegou ao hospital quando ele “ainda dava seus primeiros passos” e entrou na equipe de pediatria. Entre as memórias, ele cita profissionais que ajudaram a formar o setor: Luiz Otávio Castelo, Prazeres Rabelo, Helena Leal, Adélia Luz e Jorge Triandópolis.

Na antiga área de neonatologia, hoje tratada com padrão de alta qualidade, Ary descreve como era a rotina técnica. Havia incubadoras Fanem voltadas a aquecer e fornecer oxigênio, uso de Takaoka em emergências e manejo de apneias (pausas na respiração) com “luvas mágicas”. Ele também lembra de ressuscitações com adrenalina intracardíaca.

O que pesa na história, porém, não é só o procedimento. São as madrugadas de plantão, as noites sem dormir, os sustos, os nascimentos difíceis e as amizades que ficaram. Ou seja: mais de meio século, para ele, virou pertencimento. O HGF deixa de ser apenas um endereço e passa a ser referência pessoal.

A mesma ideia aparece na trajetória de Lucyana Lima, 39, que está no HGF há 12 anos como assistente social. Para ela, a maternidade mudou o olhar sobre o lugar. “O hospital que me acolheu como profissional também esteve presente” no período em que virou mãe.

O retorno após a licença-maternidade trouxe desafios, principalmente na adaptação e na amamentação. Lucyana descreve como foi um processo doloroso e de aprendizado, mas diz que encontrou suporte no ambiente de trabalho: colegas, outros profissionais e familiares ajudaram a formar uma rede de acolhimento com informação, escuta e respeito às escolhas.

Depois, o cuidado ganhou mais continuidade. Além de amamentar, Lucyana passou a ser doadora no Banco de Leite Humano do HGF. Segundo ela, essa experiência ajudou a transformar um momento difícil em algo que alcança outras mães e bebês, com reforço do apoio do Banco de Leite Humano e dos profissionais do SUS.

O que muda na prática

  • Pertencimento: o hospital vira referência pessoal, não só vínculo profissional.
  • Apoio no dia a dia: plantões e acolhimento aparecem como suporte em momentos críticos e na amamentação.
  • Banco de Leite Humano: a doação é apresentada como continuidade do cuidado para outras mães e bebês.
  • Rede do SUS: o apoio recebido ajuda a reduzir inseguranças e culpa.

No fim, é essa combinação que explica o “por que ele fica”: quando o serviço entra na sua história, ele deixa marcas boas. E aí, como seria sua vida se o cuidado por trás também virasse parte da memória?

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