Sósias de craques visitam crianças internadas no Hospital Infantil do Piauí
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 11 de julho, às 14:00.
Uma visita surpresa costuma bagunçar a rotina da casa. No Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP), em Teresina, nesta quinta-feira (25), a diferença foi ainda mais carinhosa: sósias de jogadores do futebol brasileiro apareceram para visitar crianças internadas e pacientes do ambulatório.
A cena foi tipo troca de turno em dia de jogo: os corredores, recepções e salas viraram arquibancada emocional por alguns momentos. O cuidado de humanização entrou como quem chega com história para contar, mas com organização e acolhimento. De acordo com a assistente social Nayara Leite, em cada área por onde os visitantes passaram houve olhares curiosos, risos espontâneos e surpresa.
Os sósias circularam por recepções, ambulatórios, salas de espera do centro cirúrgico, Unidade de Cuidados Especiais (UCE), enfermarias e leitos. E a semelhança com os atletas brasileiros foi reforçada pelo figurino: os sósias de Vinícius Júnior e Lucas Paquetá usavam camisas da Seleção Brasileira, enquanto os sósias de Pedro e Gabigol levavam uniformes do Flamengo.
O momento também conversa com o clima de Copa do Mundo, aproximando o universo do esporte da realidade de crianças em tratamento. Entre os instantes mais marcantes, houve abraços emocionados, crianças brincando com os visitantes e até autógrafos dos “jogadores”.
O que muda na prática
Na prática, a notícia não está só no susto bom. Ela está no que o hospital chama de cuidado integral, que vai além do procedimento médico.
A diretora-geral do HILP, Leiva Moura, explicou que o cuidado em saúde acontece no acolhimento, na escuta e na capacidade de transformar o ambiente hospitalar em um espaço mais leve. Ou seja: por alguns minutos, o tratamento perde o foco e o sorriso ganha espaço, o que também compõe a recuperação.
O ponto-chave aparece no impacto para quem vive o dia a dia do hospital. A visita foi organizada pela equipe multiprofissional e levou alegria aos profissionais de saúde e à equipe de humanização. E o sósia de Gabigol resumiu a sensação: a intenção era apenas brincar, mas o que ficou foi ver uma criança sorrindo em um momento difícil.
Para as famílias, a mudança foi imediata na memória. Ana Beatriz, mãe do paciente Antônio Murilo, disse que a visita deixou as crianças alegres por alguns instantes, fez a família vibrar e ajudou a “esquecer a dor”.
- Objetivo: humanização com acolhimento e leveza no ambiente hospitalar
- Como aconteceu: visitas por áreas como ambulatórios, UCE e enfermarias
- Referências visuais: camisas da Seleção Brasileira e uniformes do Flamengo
- Efeito relatado: sorrisos, interação e famílias descrevendo alívio emocional

