Inovação & Tecnologia

Fiocruz abre prédio histórico com memórias da pandemia contadas pelas favelas

O restaurado Pavilhão do Relógio reabre em junho com climatização moderna e acervo focado na resistência comunitária.

Fonte:

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Fiocruz abre prédio histórico com memórias da pandemia contadas pelas favelas
Agência Fiocruz de Notícias

Organizar memórias coletivas funciona como abrir aquele antigo álbum de fotografias de família guardado na gaveta: o processo resgata períodos desafiadores, mas também recorda o apoio de quem esteve por perto.

Uma exposição inédita sobre os impactos da Covid-19 nas comunidades cariocas reabre as portas do histórico Pavilhão do Relógio, situado no campus da Fiocruz, a partir de 1º de junho.

O casarão de 1904, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1981, servia inicialmente para a fabricação de soros contra a peste bubônica. Para receber o público de forma confortável, o Departamento de Patrimônio Histórico da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) instalou um sistema de climatização VRF (fluxo de refrigerante variável, tecnologia que refrigera o ambiente sem danificar a arquitetura original).

Na prática, a mostra "Favela viva: enfrentamentos à pandemia de Covid-19 em Maré e Manguinhos" apresenta a realidade das periferias além dos gráficos frios de estatísticas. O acervo nasceu de uma construção comunitária, em que moradores, movimentos sociais e estudantes da EJA (Educação de Jovens e Adultos) reuniram imagens e relatos reais. O público pode participar ativamente por meio de jogos educativos para combater boatos de saúde, mapas e recursos sensoriais.

Em paralelo, a instituição disponibiliza a exposição digital "Memórias da Covid". Coordenada pela pesquisadora Simone Kropf, a plataforma virtual detalha a linha do tempo da crise sanitária, desde os primeiros registros em dezembro de 2019 até o encerramento da emergência global pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em maio de 2023. O espaço virtual presta homenagem às cerca de 700 mil vítimas brasileiras da doença.

O que muda na prática

O ponto-chave é o resgate de uma história contada por quem viveu a crise na linha de frente, destacando o papel essencial do SUS (Sistema Único de Saúde) contra a desinformação.

  • Estreia: 1º de junho, às 10h, na Tenda da Ciência Virgínia Schall
  • Endereço: Campus Manguinhos da Fiocruz (Rio de Janeiro)
  • Interatividade: 8 módulos com mapas e objetos táteis na exposição física
  • Acervo virtual: Plataforma digital com documentos e relatos de 2019 a 2023

E daí para você? Entender de perto os caminhos que as comunidades percorreram para superar a crise valoriza a memória social. Visitar a exposição é uma forma prática de reconhecer o trabalho dos cientistas que seguem protegendo a saúde coletiva.

Conteúdo na SaúdeCovid-19ImunizaçãoInformação na SaúdeMarcas da SaúdePesquisa ClínicaPolíticas PúblicasSaúde PúblicaServiço PúblicoSocialSUS
Banner

Mais notícias