RENASTTÃO 2026 no Paraná: o que muda na vigilância de saúde do trabalhador
Publicada em 20 de junho, 2026.
Atualizada em 15 de julho, às 14:00.
No dia a dia, cuidar da saúde do trabalhador parece tarefa que fica espalhada: um serviço atende, outro encaminha, e a prevenção vai acontecendo aos poucos. Na prática, o que acontece em um encontro nacional como o RENASTTÃO ajuda a transformar essa soma de esforços em direção comum, com mais clareza sobre vigilância, prevenção e cuidado.
Entre os dias 9 e 11 de junho, representantes dos CERESTs do Paraná participam, em Brasília (DF), do 13º Encontro Nacional da RENASTTÃO. Promovido pelo Ministério da Saúde, o evento reúne gestores, profissionais do SUS, pesquisadores e movimentos sociais para discutir estratégias de fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde de quem trabalha.
O tema do encontro é “Cuidar da trabalhadora e do trabalhador é cuidar do Brasil”. A agenda passa por pontos como vigilância dos ambientes de trabalho, saúde mental, equidade racial e de gênero, impactos das mudanças climáticas, exposição a agentes químicos e desafios ligados ao trabalho informal.
A delegação paranaense vai para estreitar o que já é feito no Estado. O objetivo é fortalecer a atuação dos CERESTs no Paraná, com troca de experiências e alinhamento das ações locais às diretrizes da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, resumiu a aposta em rede. Ele destacou que o Paraná investe no fortalecimento da rede de Saúde do Trabalhador, com ações de vigilância, prevenção e cuidado em todas as regiões. Segundo ele, estar em espaços como o RENASTTÃO ajuda a aprimorar estratégias para responder melhor aos desafios enfrentados pelos trabalhadores.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, reforçou o papel do encontro para qualificar ações nos territórios. “A troca de experiências entre os estados contribui para aprimorar o cuidado e a proteção da população trabalhadora”, disse.
O que muda na prática
O foco para o Paraná inclui dois pontos citados como relevantes: a vigilância de óbitos relacionados ao trabalho, alinhada ao Pacto pela Vida do Trabalhador, e a integração de saúde mental com a Atenção Primária à Saúde e a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial). A ideia é ampliar o acolhimento e o cuidado a trabalhadores com sofrimento psíquico ligado ao ambiente laboral.
Pense nisso como “ajustar o mapa antes da viagem”: quem está no território ganha um norte comum para evitar que cada serviço resolva sozinho o que exige articulação.
- Público-alvo: trabalhadores atendidos pela rede do SUS e acompanhados pelos CERESTs
- Foco de atuação: vigilância de óbitos e integração de saúde mental com a rede psicossocial
- Diretriz de referência: alinhamento às diretrizes da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
- Estratégia central: qualificação das ações nos territórios com troca entre estados
Ou seja: é menos “cada um faz a sua parte” e mais “todo mundo puxa para o mesmo cuidado”. E daí pra mim? Se a rede se organiza melhor, a chance de prevenção e de apoio chegar a quem precisa com mais tempo e melhor direcionamento aumenta.
A programação também inclui mostra nacional de experiências exitosas, além do debate sobre a necessidade de atuação intersetorial entre saúde, trabalho, previdência e educação para prevenir acidentes e doenças e promover ambientes laborais mais seguros e saudáveis.

