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Telecardiologia no Rio: teleconsulta acelera cardiologista no SUS e destrava fila

Projeto usa teleconsulta para conectar Atenção Primária e cardiologistas no SUS, com registro eletrônico para agilizar decisões clínicas.

Publicada em 27 de maio, 2026.

Atualizada em 30 de junho, às 18:03.

Telecardiologia no Rio: teleconsulta acelera cardiologista no SUS e destrava fila
Saúde Prefeitura Rio

Se a cardiologia pesa na sua vida e o tempo da espera vira um problema, a solução costuma começar antes de chegar ao especialista. Na prática, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro colocou em funcionamento o Projeto Telecardiologia para ampliar o acesso à consulta com cardiologista por telemedicina (atendimento à distância mediado por tecnologia).

O que muda lembra a rotina de quem organiza a cozinha antes de receber visitas: em vez de correr atrás quando a panela já está quente, você prepara o caminho para o preparo acontecer no tempo certo. No projeto, o percurso do paciente fica mais “encadeado”, conectando quem acompanha de perto com quem dá a avaliação cardiológica.

O primeiro passo acontece na Atenção Primária (como clínicas da família e centros municipais de saúde). A avaliação inicial é feita pelo médico de família, que identifica se há indicação para encaminhar.

Quando o caso pede cardiologista, o encaminhamento segue pelo SISREG (sistema usado para organizar o acesso a consultas). A partir daí, a dependência de deslocar o paciente para um único serviço diminui.

A consulta especializada passa a ocorrer por teleconsulta com o cardiologista, em uma policlínica credenciada, enquanto o especialista atua em outra unidade. Ou seja: o paciente não “espera só pelo endereço do especialista”; ele entra no atendimento à distância mediado pela plataforma.

Essa conversa acontece pela plataforma Agora Consulta. As decisões clínicas ficam registradas no prontuário eletrônico da plataforma Salutho, o que ajuda a manter histórico e continuidade entre as equipes.

O que muda na prática

O ponto-chave é conectar melhor a Atenção Primária com o parecer cardiológico, para aumentar a resolutividade do cuidado (direcionar o tratamento desde o começo) e dar mais segurança assistencial com informações registradas e alinhadas.

A iniciativa também busca ampliar o acesso ao atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e facilitar discussões clínicas entre as equipes, para deixar o fluxo mais ágil.

  • Público-alvo: pacientes atendidos na rede municipal com indicação para avaliação cardiológica
  • Entrada do fluxo: unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde)
  • Como chega ao especialista: encaminhamento via SISREG para policlínicas credenciadas
  • Registro da conduta: teleconsulta no Agora Consulta e prontuário na Salutho

O projeto nasce de parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, o Instituto de Educação Médica (IDOMED) e as plataformas Agora Consulta e Salutho. O secretário Rodrigo Prado vê o modelo como um ponto de partida para levar a experiência a outras especialidades. O CEO da IDOMED, Silvio Pessanha, ressalta que há participação de estudantes e profissionais e cita formação alinhada às diretrizes curriculares homologadas em 2025.

E daí pra mim? Se você depende do SUS e precisa de cardiologia, a Telecardiologia aposta em encurtar a chegada ao especialista e qualificar decisões clínicas já no início do caminho.

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