Inovação & Tecnologia

Transplante de órgãos no Paraná: seis hospitais ganham captações inéditas

Em 2025, novas primeiras captações em unidades do estado reforçam a identificação e a efetivação da doação, chegando ao paciente por mais caminhos da rede.

Publicada em 24 de maio, 2026.

Atualizada em 13 de julho, às 04:00.

Transplante de órgãos no Paraná: seis hospitais ganham captações inéditas
Secretaria da Saúde

Quando a vida depende de um transplante, quase todo mundo só lembra do “final feliz”. O que pouca gente vê é a engrenagem que roda antes: a organização dentro dos hospitais para que a doação aconteça com segurança, ética e agilidade.

No Paraná, esse trabalho vem ganhando mais espaço. Nos últimos meses, seis novas unidades hospitalares passaram a entrar na lista de captações, com destaque para as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) ligadas à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Na prática, as OPOs atuam como o braço operacional da Central Estadual de Transplantes, dando suporte técnico e humano para a cadeia não parar.

Pensa como uma equipe que organiza uma linha de montagem bem afinada: cada etapa precisa acontecer no tempo certo para o “produto” chegar ao destino. No sistema de transplantes, essa coordenação ajuda a manter o fluxo funcionando com precisão.

Hoje, o Paraná conta com quatro OPOs, cada uma cobrindo uma macrorregião: Cascavel (Oeste), Curitiba (Leste), Londrina (Norte) e Maringá (Noroeste).

Essas OPOs reúnem equipes multiprofissionais formadas por servidores públicos da Sesa, incluindo enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos, além de profissionais de apoio técnico-administrativo e motoristas. Ao todo, são cerca de 38 profissionais distribuídos para atender o território.

E os resultados aparecem em episódios recentes. Em 2025, a OPO de Maringá registrou uma captação inédita no Instituto Bom Jesus de Cianorte. Pela OPO de Londrina, houve a primeira captação de órgãos no Hospital Regional de Ivaiporã.

Já a OPO Cascavel teve entrada de nova unidade com primeira captação no Hospital Geral Intermunicipal Doutor Aryzone Mendes de Araújo, em Francisco Beltrão. Na área de Curitiba, o ano de 2025 trouxe três primeiras captações: no Hospital e Maternidade Luiza de Marillac (Curitiba), no Hospital São Rafael (Colombo) e no Hospital São Camilo (Ponta Grossa).

O secretário da Saúde, César Neves, tratou essas primeiras captações em novas unidades como um marco importante para o sistema, ligando o avanço ao fortalecimento da rede e à ampliação da identificação e efetivação da doação.

O que sustenta esse avanço na prática

O ponto-chave é que não é só “entrar no mapa” por fora. O sistema estadual já tem base para sustentar as novas captações: são 108 hospitais notificantes (autorizados pelo Ministério da Saúde a identificar, manter e notificar potenciais doadores à Central Estadual de Transplantes) e 71 comissões instituídas dentro dos hospitais.

O suporte técnico também existe no meio do caminho: 37 equipes transplantadoras para órgãos e 84 equipes de tecidos. Além disso, a rede conta com cinco laboratórios de histocompatibilidade, três laboratórios de sorologia e três bancos de tecidos, incluindo um de multitecidos, somando cerca de 700 profissionais especializados.

  • Cobertura hospitalar: 108 hospitais notificantes e 71 comissões
  • Fluxo com especialistas: 37 equipes transplantadoras e 84 equipes de tecidos
  • Base laboratorial: cinco laboratórios de histocompatibilidade e três de sorologia
  • Infraestrutura de tecidos: três bancos de tecidos

O “e daí pra mim?” é bem direto: quando mais hospitais conseguem iniciar captações, mais oportunidades a rede tem de transformar espera em transplante para quem precisa.

Hospitais FilantrópicosHospitais PrivadosHospitais PúblicosInteroperabilidadeOncologiaPaciente 5.0ParanáRedes na SaúdeTransplantesUrgência
Banner

Mais notícias