Bem-Estar

Cirurgias no HPM: 851 procedimentos em 6 meses e a fila começa a andar

Unidade estratégica de retaguarda do Huse amplia assistência especializada e fortalece cirurgias ortopédicas, com impacto na redução da fila na rede estadual.

Publicada em 29 de junho, 2026.

Atualizada em 29 de junho, às 12:01.

Quem vive a fila de espera da saúde sabe que o tempo parece se repetir: cada mês vira mais um mês. Em Sergipe, pelo menos uma parte desse caminho ganhou velocidade. O Hospital da Polícia Militar de Sergipe (HPM), unidade que dá suporte ao Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), fez 851 procedimentos cirúrgicos entre 1º de janeiro e 25 de junho de 2026.

Pensa no HPM como uma “oficina de reparo” na retaguarda: enquanto o Huse segue atendendo a demanda principal, o HPM assume as cirurgias mais especializadas para destravar o fluxo. É por isso que a coordenação aponta redução da fila de espera na rede estadual.

Do total do semestre, foram 835 cirurgias ortopédicas e 16 cirurgias bucomaxilofaciais. Ou seja, a maior parte do volume está concentrada em ortopedia, especialidade ligada a ossos, articulações e músculos, dentro da soma de atendimentos que o HPM entrega como apoio ao Huse e também a hospitais regionais.

A coordenação do HPM, Mônica Alves, atribui o desempenho ao trabalho da equipe e à capacidade operacional da unidade. Segundo ela, a média ficou em 150 cirurgias ortopédicas por mês, resultado que ajuda a diminuir a espera tanto no Huse quanto nos hospitais regionais.

O que acontece com o paciente nesse meio tempo também está detalhado. Para quem passa pelas cirurgias ortopédicas, o tempo de internação varia entre cinco e seis dias. Esse intervalo inclui a admissão hospitalar até a realização do procedimento e a recuperação pós-operatória até a alta médica.

O que muda na prática

Para sustentar a demanda, o HPM opera com 52 leitos de enfermaria, sendo quatro leitos de isolamento e um leito de estabilização (estrutura voltada a manter pacientes em condição segura no período de transição). Desde 2024, a unidade atua de forma integrada na linha de cuidados voltada a cirurgias ortopédicas.

A coordenação também liga o aumento de produtividade a mudanças no Centro Cirúrgico: houve reforma das salas, com adequação dos ambientes e otimização do fluxo cirúrgico. Na prática, isso melhora a preparação e a liberação das salas, encurtando o intervalo entre procedimentos e aumentando o número de cirurgias realizadas.

  • Volume no semestre: 851 procedimentos cirúrgicos
  • Foco principal: 835 cirurgias ortopédicas
  • Tempo de internação: cinco a seis dias
  • Capacidade instalada: 52 leitos de enfermaria

No fim, a conta que importa é simples: retaguarda que transforma estrutura em atendimento faz diferença na vida de quem espera. E daí pra quem depende do sistema, a história ganha um caminho a mais para chegar mais rápido ao procedimento.

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