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Ultraprocessados: Ipesaúde alerta riscos e dá caminho para reduzir hoje

O Ipesaúde orienta como identificar ultraprocessados no rótulo e reduzir o consumo, conectando o excesso a riscos à saúde e indicando o programa Ipes Leve para apoio na reeducação alimentar

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 18 de julho, às 22:01.

Ultraprocessados: Ipesaúde alerta riscos e dá caminho para reduzir hoje
Governo de SergipeSES Sergipe

Ultraprocessado é aquele “atalho” que resolve a fome no meio da correria e, quando vira rotina, cobra em saúde. É nessa lógica que o Ipesaúde (Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe) chama atenção para os riscos do consumo excessivo e para maneiras de diminuir a frequência na alimentação.

Na prática, o ponto de partida é a comparação com um número grande: a Universidade de São Paulo (USP) reuniu evidências de que a participação dos ultraprocessados na dieta dos brasileiros mais que dobrou desde os anos 80, saltando de 10% para 23%.

O tema também aparece fora do Brasil. Uma coletânea publicada na revista Lancet aponta que, em 93 países, houve aumento do consumo de ultraprocessados ao longo dos anos, influenciado por renda, hábitos culturais e estilo de vida.

O que faz um alimento entrar nessa categoria? O Ipesaúde explica que são produtos feitos com substâncias artificiais ou extraídas de alimentos, como emulsificante, corante, aromatizante, açúcar e gordura hidrogenada (um tipo de gordura processada). Entre os exemplos citados estão macarrão instantâneo, cereais matinais, molhos prontos, refrigerantes, biscoitos, fast food e salgadinhos de pacote.

Para a nutricionista Rosa Gabriela, do Instituto do Ipesaúde, o excesso se conecta a um conjunto de efeitos ligados a aditivos como conservantes, açúcares, sódio e gorduras trans (citadas em itens como biscoitos recheados, salsichas e macarrão instantâneo). Ou seja: o consumo em alta pode contribuir para diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias, porque o corpo tende a ficar mais inflamado e mais frágil.

Pensa assim: ultraprocessado frequente funciona como usar uma panela de pressão sempre no “mais rápido”. Ela até entrega o resultado, mas o desgaste vai se acumulando. Com a alimentação, a analogia do “ritmo” fica no aumento da frequência, que pode deixar o organismo em alerta.

Como reduzir sem complicar

A orientação começa no rótulo. A nutricionista afirma que ultraprocessados costumam ter lista extensa de ingredientes e termos complexos, algo bem diferente do que aparece no dia a dia de forma fácil.

O que muda é a escolha: a recomendação é evitar o uso diário, já que esse padrão é considerado excesso.

  • Rótulo: lista longa de ingredientes e termos complexos sinaliza ultraprocessados
  • Excesso: evitar uso diário é a orientação para não transformar isso em hábito pesado
  • Risco: possibilidade de diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias
  • Sinal do corpo: maior inflamação e fragilidade, segundo a nutricionista

O que muda na prática

Um exemplo citado é a beneficiária Iza Samylla, de 20 anos. Ela relata que, após consumir com frequência itens como salgados, bolos industrializados e biscoitos recheados, passou a ter hipertensão, gordura no fígado grau 2 e 3 e gastrite crônica. Agora, ela diz que iniciou uma nova fase com apoio do Ipesaúde, com equipe multidisciplinar e reeducação alimentar, com objetivo também de perda de peso.

O Ipesaúde destaca ainda o programa Ipes Leve, no Centro de Endocrinologia e Diabetes Luciano Barreto Júnior. Os encontros acontecem semanalmente, nas sextas-feiras, das 7h às 12h, por seis meses. Para participar, a orientação é procurar o centro na Praça Almirante Tamandaré, nº 75, Bairro São José, Aracaju ou contatar pelos telefones (079) 3226-2828 ou (079) 98810-2828 (Whatsapp).

E daí pra mim? Se ultraprocessado virou padrão do seu prato, o começo prático é olhar o rótulo, tirar do uso diário e buscar orientação para ajustar a alimentação com apoio profissional.

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