Psicomotricidade e inclusão: corrida da Arco-Íris reúne 100 alunos e famílias
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Família na escola, criança correndo e um objetivo claro: é assim que a Escola Municipal Arco-Íris, em Boa Vista, fechou a semana com a “Corrida pela Psicomotricidade & Inclusão” nesta sexta-feira, 26. O evento reuniu cerca de 100 estudantes, com pais e professores, para apoiar o desenvolvimento motor, cognitivo e emocional dos alunos.
Na prática, pense na corrida como um “treino de palco” para o dia a dia: todo mundo participa junto e aprende a se organizar no espaço e no próprio corpo. A ideia foi exatamente essa, com uma ação que também reforça socialização e trabalho em equipe de um jeito lúdico.
A atividade marcou o encerramento do projeto “Psicomotricidade no Desenvolvimento Infantil”, desenvolvido na unidade desde fevereiro. Segundo a escola, as ações foram organizadas de forma progressiva, respeitando a faixa etária dos alunos.
O projeto reuniu estudantes do 1º e 2º ano em atividades voltadas à coordenação motora, ao equilíbrio, à lateralidade, ao esquema corporal (como a criança entende o próprio corpo), à orientação espacial e temporal, além de jogos e brincadeiras cooperativas.
O que sustentou a inclusão no dia a dia
O trabalho foi elaborado e desenvolvido pela professora de Educação Física Mísia Miranda e pela professora da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), Ana Cláudia Bezerra, por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE) (um apoio educacional voltado às necessidades dos estudantes).
Para Mísia, o projeto fortaleceu a parceria com as famílias e mostrou o efeito disso no cotidiano escolar. “Nosso principal objetivo era fortalecer essa parceria entre escola e família, promovendo a inclusão de forma natural, acolhedora e cheia de significado. Hoje vimos isso acontecer na prática”, disse.
Ana Cláudia reforçou a lógica central do trabalho: criar oportunidades para que crianças participem juntas, sem barreiras. Ela também citou a participação das famílias, especialmente das crianças atípicas, como parte do resultado.
No mês em que se celebra o Dia do Orgulho Autista (18 de junho), Ana Cláudia destacou a importância de atividades que estimulem a inclusão de crianças atípicas.
A gestora da unidade, Paula Monalisa Brito, lembrou que a corrida foi um fechamento, mas a inclusão segue como compromisso da escola. “Mais do que encerrar um projeto, este momento representa aquilo que vivemos diariamente na escola: uma educação construída com a participação das famílias e baseada no respeito às diferenças”, afirmou.
- Público: cerca de 100 estudantes, com pais e professores
- Foco: desenvolvimento motor, cognitivo e emocional
- Método: atividades lúdicas e corporais com progressão por faixa etária
- Apoio: AEE via SRM com Educação Física e integração com famílias
E daí pra mim? Se você é pai, mãe ou cuidador, a história é direta: quando a escola abre espaço para a família acompanhar e participar, a inclusão deixa de ser discurso e vira experiência compartilhada pelos próprios alunos.
