Samu 192 Sergipe e resgate aeromédico: 369 vidas já salvas em 2023
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 11 de julho, às 04:00.

Quando o tempo aperta em uma emergência, chegar rápido faz diferença. Em Sergipe, o serviço aeromédico ligado ao Samu 192 já ajudou a salvar 369 vidas desde que foi implementado em 2023.
A operação é resultado de uma parceria entre o Samu 192 Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Grupamento Tático Aéreo (GTA) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP). A ideia é reduzir o tempo-resposta nas ocorrências de urgência e emergência, permitindo assistência pré-hospitalar (ou seja, antes da chegada ao hospital) para pacientes em risco iminente.
Pensa como uma corrida de revezamento em que a pessoa precisa do “primeiro bastão” o quanto antes: quando o serviço entra rápido, o atendimento ganha fôlego para evitar que o quadro piore.
O serviço atende em todo o estado e também consegue se deslocar para locais de difícil acesso ou mais distantes das unidades hospitalares. Com isso, dá suporte de saúde especializado em menor tempo.
O que muda na prática
O secretário de Estado de Saúde, Jardel Mitermayer, destacou que a integração entre Saúde e Segurança Pública fortalece a rede e amplia a capacidade de resposta do Samu 192 Sergipe, com foco em agilidade, segurança e eficiência.
Na estrutura do serviço, atuam 21 profissionais habilitados, sendo 11 médicos e 10 enfermeiros emergencistas, no helicóptero.
Além disso, o Governo do Estado adquiriu mais uma aeronave, que chegará “em breve” para ampliar a capacidade do atendimento.
A coordenadora do Complexo Regulatório de Saúde do Estado de Sergipe, Arianne Costa, informou que o helicóptero será acionado exclusivamente pela Central de Regulação das Urgências (CRU), seguindo protocolos já estabelecidos. Ela apontou que a compra reforça a qualificação do pré-hospitalar e a dinâmica da Rede de Atenção às Urgências (RAU).
- Impacto: 369 vidas salvas desde 2023
- Equipe: 21 profissionais ( 11 médicos e 10 enfermeiros )
- Acionamento: exclusivo pela CRU
- Motivo do serviço: reduzir o tempo-resposta e ampliar acesso em áreas distantes
Entre as ocorrências atendidas, estão infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, acidentes/politraumas e acidentes vasculares encefálicos com até quatro horas e meia do início dos sintomas, quando possam ser tratados com fibrinolíticos (medicamentos para dissolver o trombo dentro do prazo).
O comandante do GTA, coronel Fernando Góes, resumiu o efeito do serviço para a população como um ganho de rapidez no atendimento, ajudando pacientes que poderiam ter maior comprometimento no restabelecimento caso o socorro aéreo não existisse.
E aí: na prática, é isso que sustenta o “e daí pra mim?”. Quando a emergência acontece, a diferença está em chegar antes.
