Bem-Estar

Polilaminina no Paraná: tratamento multidisciplinar chega a 17 aplicações

O Governo do Paraná chegou a **17 aplicações** da polilaminina em Curitiba com reabilitação pelo SUS, após mais dois procedimentos.

Publicada em 26 de junho, 2026.

Atualizada em 12 de julho, às 16:00.

Polilaminina no Paraná: tratamento multidisciplinar chega a 17 aplicações
Secretaria da SaúdeSES Paraná (SESA)

No dia em que uma queda muda tudo, o que mais pesa é o depois: a recuperação. No Paraná, a aposta do Estado em um tratamento experimental para lesões medulares agudas já soma 17 aplicações da proteína polilaminina, com suporte de estrutura hospitalar e reabilitação pelo SUS.

O avanço foi viabilizado com a realização recente de mais dois procedimentos. Em Curitiba, as aplicações contam com a referência do Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Dentro do protocolo, entra a parte que faz a diferença na rotina de quem passou por cirurgia: a reabilitação no Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, também ligado ao CHT.

Ou seja: o tratamento não fica só no “momento da aplicação”. Ele vem acompanhado de acompanhamento multiprofissional voltado à recuperação motora, neurológica e funcional.

Para entender o papel da polilaminina sem complicar, pense como um “andaime” durante uma obra: ele ajuda o corpo a ganhar espaço para reconstruir conexões. A proteína é descrita como derivada da laminina (proteína da placenta) e desenvolvida para apoiar a regeneração de nervos após lesão na medula espinhal, atuando como um suporte ao crescimento e à reconexão neural.

O que muda na prática

Na prática, a aplicação depende de pós-operatório e reabilitação, e é isso que o Estado organiza. Depois do procedimento, quando o paciente tem condição clínica, ele segue um protocolo de internamento de três semanas no Hospital de Reabilitação, com sessões de fisioterapia três vezes ao dia e acompanhamento contínuo de equipes como clínica médica, nutrição e fonoaudiologia.

Um dos casos recentes é o do caminhoneiro Divonzir Senca Cardozo, de 64 anos. Ele sofreu uma queda de 80 centímetros no dia 28 de fevereiro, com fratura na vértebra C3 e diagnóstico inicial de tetraplegia. Após socorro do Siate e encaminhamento ao Hospital do Trabalhador, passou por cirurgia e recebeu indicação para a terapia. O procedimento foi adiado por causa de uma infecção, mas ele recebeu a aplicação no mesmo dia em que a paciente Ana Beatriz Cruz recebeu a dela.

Divonzir relatou que, ao receber a notícia da aplicação, ficou feliz e agora foca em fisioterapia e reabilitação. Segundo a família, o atendimento tem feito diferença na perspectiva do tratamento.

  • Público atendido: pacientes com lesões medulares agudas.
  • Estrutura do cuidado: aplicação no CHT com reabilitação no Centro Ana Carolina Moura Xavier.
  • Rotina pós-aplicação: internamento de três semanas e fisioterapia três vezes ao dia.
  • Situação da terapia: ainda em fase de pesquisa clínica e sem aprovação final da Anvisa para uso amplo.

O ponto-chave é que o Paraná não está falando só de “uma terapia”. Está organizando o caminho inteiro de reabilitação para quem precisa atravessar esse período difícil.

E daí pra mim: quando o assunto é recuperação após lesão grave, o que define o futuro é ter acompanhamento de verdade, dia após dia, junto com o tratamento experimental.

Atenção PrimáriaCoparticipaçãoDesospitalizaçãoHospitais FilantrópicosHospitais PrivadosRedes na SaúdeSistema UnimedTerapias AvançadasUrgênciaVerticalização na Saúde
Banner

Mais notícias