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80 anos do Leonor Mendes de Barros: quase 600 mil partos e o que isso muda

Hospital é referência histórica no estado por destaque no serviço prestado às gestantes

Publicada em 24 de maio, 2026.

Atualizada em 11 de julho, às 10:00.

80 anos do Leonor Mendes de Barros: quase 600 mil partos e o que isso muda
SES São Paulo

Se você já passou perto de uma maternidade e ouviu histórias de “como foi” sem saber o que tem de serviço de verdade por trás, agora é hora de olhar para os números e para o modelo de cuidado. Em agosto, o Hospital Maternidade Leonor Mendes Barros chega aos 80 anos de atuação com quase 600 mil partos realizados na capital paulista.

A unidade foi inaugurada em 1944, como “Casa Maternal e da Infância Leonor Mendes Barros”, e hoje é gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). O hospital fica na Zona Leste e se consolidou como referência no estado no atendimento à mulher e ao recém-nascido.

Na prática, o Leonor tem um jeito bem específico de cuidar. Um exemplo é o centro de parto normal, pensado para organizar o atendimento ao longo do trabalho de parto.

Outro ponto é o acolhimento com classificação de risco (ou seja, uma triagem para priorizar quem precisa de atenção imediata). A unidade também realiza coleta domiciliar de leite humano e mantém visita aberta às parturientes. Para o cuidado com bebês prematuros, entra o método canguru, que prioriza o contato próximo da mãe.

Como o método canguru organiza o cuidado do prematuro

Pense numa cena simples de quem conhece “calor de abraço” de mãe e criança: no canguru, o objetivo é deixar o recém-nascido no colo por grande parte do tempo, em vez de ficar o tempo todo na incubadora. O hospital diz que a proposta é favorecer melhor aleitamento e, como consequência, maior ganho de peso, ajudando um desenvolvimento mais rápido.

Uma experiência recente ilustra a rotina. A tradutora Wanessa Maira Eugênio de Paula, de 43 anos, teve seu primeiro e único parto na unidade em 2019. Ela descobriu alteração na pressão nos exames de rotina e ficou internada para acompanhar a reta final da gestação. Os bebês nasceram de 36 semanas e 5 dias, por cesariana.

Wanessa relata que, do pré-natal ao pós-parto, recebeu apoio da equipe para conseguir amamentar. Segundo ela, foi essencial ter as crianças ao lado e ser acompanhada nas dificuldades nas mamadas.

O que sustenta essa história em 80 anos

Ao longo das oito décadas, a unidade acumulou reconhecimentos ligados ao atendimento humanizado e à assistência à gestante. Entre eles:

  • Hospital Amigo da Criança: título recebido em 2000 da OMS, UNICEF e Ministério da Saúde, com exigências como os “dez passos para o sucesso do aleitamento materno”

  • Maternidade Segura: certificado em 2001 pela OPAS, Ministério da Saúde e Febrasgo

  • Prêmio João Yunes: voltado ao destaque do Banco de Leite Humano

  • AME Mulher: inauguração em outubro de 2023, com capacidade para 1.100 consultas e mais de 100 cirurgias de pequeno e médio porte por mês

O diretor do Leonor, Corintio Mariani Neto, resume a ideia: o trabalho da equipe busca oferecer acolhimento e segurança em um momento central da vida da mulher e do bebê.

E daí pra mim? Se você depende do SUS, isso importa porque o hospital transforma reconhecimento em rotina de cuidado: triagem, incentivo ao aleitamento e acompanhamento que chega até depois do nascimento.

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