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UTI pediátrica do HILP reforça treino de residentes para proteger crianças graves

Ações de integração entre março e maio reduzem falhas de comunicação e evitam infecções em leitos críticos.

Publicada em 24 de maio, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

UTI pediátrica do HILP reforça treino de residentes para proteger crianças graves
SESAPI

Para uma bateria de escola de samba levar nota máxima na avenida, não adianta ter apenas o melhor mestre. Cada ritmista precisa tocar exatamente no mesmo tempo do outro, sem atravessar o samba.

Na UTI e na Unidade de Cuidados Especiais do Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP), a dinâmica é rigorosamente idêntica. Salvar vidas exige sintonia fina e um trabalho extremamente coordenado de toda a equipe médica.

Por isso, entre os meses de março e maio, os profissionais do Programa de Residência em Atenção à Terapia Intensiva (PRMATI) passaram por uma maratona de capacitação prática e estudos de casos reais. O objetivo é ajustar cada detalhe do atendimento aos pequenos pacientes em estado grave.

O cronograma cobriu desde técnicas para evitar infecções até a chamada monitorização hemodinâmica (procedimento que acompanha de perto a circulação sanguínea e a pressão do paciente). Os residentes também praticaram o manuseio de suporte ventilatório (aparelhos de respiração artificial) e o uso seguro de dispositivos invasivos.

Segundo a diretora-geral do HILP, Leiva Moura, os exercícios priorizaram a segurança das crianças e o preenchimento correto dos registros clínicos multiprofissionais (documentos que reúnem o histórico de cuidados de toda a equipe).

Como em um ensaio geral na quadra de samba, a rotina diária promoveu debates constantes entre os alunos e os preceptores (profissionais experientes que guiam os residentes), além de integrar assistentes de saúde de várias áreas.

A coordenadora da UTI do hospital, Patrícia Farias, explica que essa união é indispensável para aliar rigor científico ao acolhimento das famílias.

O que muda na prática

Quando as equipes de saúde atuam em perfeita harmonia, o hospital funciona melhor e o paciente ganha em segurança. Na prática, os impactos diretos são:

  • Prevenção de riscos: Protocolos rígidos para diminuir o risco de infecções ao instalar tubos e outros aparelhos invasivos.
  • Sintonia médica: Discussão integrada de casos clínicos reunindo diferentes especialistas ao redor do leito.
  • Registro blindado: Anotações integradas que evitam falhas de comunicação entre médicos, enfermeiros e demais profissionais de assistência.
  • Profissionais prontos: Especialistas treinados especificamente para agir sob pressão em casos pediátricos altamente complexos.

Assim como na Sapucaí, onde o ritmo coordenado garante o troféu, no ambiente hospitalar essa sincronia protege a saúde infantil e garante um atendimento seguro do início ao fim.

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