Rede de Urgência e Emergência: Plano de Ação entra na pactuação regional
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 29 de junho, às 12:01.

Se a população precisa de atendimento rápido, a rede tem que estar organizada como um bom mutirão: cada serviço no lugar certo e no tempo certo. Na semana passada, as superintendências regionais de Saúde (SRS) de Passos e Alfenas apresentaram e alinharam as propostas do Plano de Ação Regional (PAR) da Rede de Urgência e Emergência (RUE) na macrorregião Sudoeste.
A oficina aconteceu por videoconferência na quarta-feira (27/6), com participação de secretários municipais de saúde e equipes técnicas da esfera regional e estadual da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). O foco foi ajustar as propostas já elaboradas de forma regionalizada para serem pactuadas nas comissões intergestores bipartite (CIB) micro e macrorregionais.
Na prática, o PAR é o documento que organiza a integração entre os serviços hospitalares, o pronto-atendimento e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no território. Ele define fluxos assistenciais, a capacidade estrutural disponível e os repasses financeiros do Estado para colocar a RUE para funcionar.
O que muda na prática
O ponto-chave é alinhar o “roteiro” do atendimento com a realidade local, para que as decisões saiam do papel e cheguem à rede.
Segundo a superintendente interina da SRS Passos, Vanessa Aparecida de Assis, a construção regionalizada fortalece a governança e ajuda a ampliar o acesso e a qualificar a assistência prestada à população. O PAR, de acordo com a referência técnica Patrícia Souza Magalhães, cria um espaço de construção coletiva e discute o alinhamento entre os serviços, com foco em ampliação do acesso, qualidade e resolutividade.
As referências técnicas Patrícia Souza Magalhães (SRS Passos) e Anderson José Pessi Correa (SRS Alfenas) conduziram as apresentações. O texto também aponta a função da SRS Passos como apoio técnico ao processo, garantindo que as decisões sejam baseadas nas necessidades reais do território.
Feito esse alinhamento, as próximas etapas passam pela apresentação nos comitês gestores da RUE e pela pactuação nas CIBs micro e macrorregionais.
- Público-alvo: população atendida na RUE na macrorregião Sudoeste
- O que o PAR organiza: fluxos assistenciais, capacidade estrutural e repasses do Estado
- Onde vai ser pactuado: CIBs micro e macrorregionais
- Objetivo da RUE: atendimento oportuno, resolutivo e de qualidade
Ou seja, o “plano de ação” que estava sendo desenhado agora entra no circuito de pactuação que define como a rede vai operar. E aí, é disso que a gente precisa quando o tempo conta.
