Linha de cuidado para crack e álcool em SP: entenda o novo fluxo
Publicada em 24 de maio, 2026.
Atualizada em 12 de julho, às 16:01.

Em São Paulo, o cuidado para quem vive a realidade do uso de crack e álcool na cena aberta precisa ser mais do que “um serviço qualquer”. É um atendimento que acompanha a pessoa do jeito que ela está, com escolhas feitas para necessidades diferentes e contextos diferentes.
O governo de São Paulo apresentou a linha de cuidado para adultos com necessidades relacionadas ao uso de crack, álcool e outras drogas. A divulgação aconteceu hoje (17), no Centro de Convenções Rebouças, na zona oeste da capital, com participação do vice-governador Felicio Ramuth. O evento foi organizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Na prática, a proposta é oferecer atendimento humanizado e integral. O ponto de partida é a abordagem nas cenas de uso, e daí o cuidado segue para ações de desintoxicação (tratamento para reduzir ou cessar a dependência química). O plano mira uma população em alta vulnerabilidade, incluindo pessoas em situação de rua.
Pensa numa estrada com vários caminhos possíveis: se alguém tenta seguir só um tipo de rota, chega no lugar errado. A ideia aqui é organizar o percurso para a pessoa encontrar o caminho adequado, etapa por etapa, a partir do que precisa.
O que muda na prática
A linha prevê atendimento individualizado por equipe multidisciplinar (profissionais de áreas diferentes trabalhando juntos) e com projeto terapêutico singular (um plano de cuidado desenhado para as necessidades e o contexto de cada paciente).
O direcionamento do tratamento acontece conforme a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que reúne serviços voltados à saúde mental.
O que sustenta a estrutura, segundo Ramuth, inclui mais de 40 mil atendimentos no HUB e 9 mil encaminhamentos para comunidades terapêuticas. Ele também citou a criação de um repositório de dados como “ponto crucial” para entender o que foi feito, o que funcionou e onde ajustar.
- Público-alvo: adultos com necessidades ligadas ao uso de crack, álcool e outras drogas
- Foco do cuidado: abordagem nas cenas abertas de uso e ações de desintoxicação
- Como é o atendimento: equipe multidisciplinar e projeto terapêutico singular
- Para onde vai o tratamento: encaminhamento conforme a Raps
A iniciativa se conecta à Lei 17.183, sancionada em abril de 2023, que instituiu a Política Estadual sobre Drogas. A lei prevê ações intersetoriais envolvendo secretarias como Saúde, Educação, Desenvolvimento Econômico, Justiça, Segurança Pública e Casa Civil.
Durante o evento, houve painéis técnicos sobre o percurso do paciente até a reinserção social, incluindo discussões sobre a fase pré-hospitalar e programas de desintoxicação, além de cuidados pós-tratamento.
E daí pra mim? Se o cuidado começa onde a pessoa está e vira um plano individual, o atendimento tende a fazer mais sentido para a vida real, não só para o papel.
