Política & Gestão

Maternidades estaduais mudam regras para priorizar gestantes em casos de urgência

Capacitação promovida pela Secretaria de Estado da Saúde padroniza triagem científica para agilizar socorro e reduzir mortes maternas.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 12 de setembro, às 10:01.

Maternidades estaduais mudam regras para priorizar gestantes em casos de urgência
Saúde

Imagine entrar em uma maternidade com uma dor forte e ter que esperar atrás de alguém que só precisa de um exame de rotina. Para evitar que isso aconteça, o atendimento às grávidas na rede pública passa por uma importante mudança técnica.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou, na terça-feira (26), um treinamento focado no Protocolo de Classificação de Risco Obstétrico (sistema que define a urgência de cada caso de gravidez). A capacitação prepara as equipes que atuam na porta de entrada das maternidades estaduais.

Na prática, o sistema funciona como a triagem de uma agência bancária em dia de pagamento. Em vez de deixar todo mundo mofar na mesma fila física por ordem de chegada, um profissional na recepção avalia rapidamente o caso de cada um para direcionar quem tem uma emergência grave direto para o caixa, enquanto os casos simples aguardam o fluxo normal.

O trabalho de avaliação fica sob a responsabilidade dos enfermeiros, que identificam os sinais de alerta com base nas diretrizes do Ministério da Saúde (MS). O objetivo da Diretoria Operacional da Saúde (Dops), responsável pela ação, é unificar a linguagem de atendimento em todas as unidades do estado.

De acordo com Joana Barbosa, referência técnica da rede materna da Dops, o treinamento ajuda a preparar o profissional para agir rápido no exato momento em que a gestante chega ao hospital. A superintendente da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), Lourivânia Prado, reforça que o protocolo traz um direcionamento seguro para dar prioridade médica imediata a quem corre risco real.

O que muda na prática

  • Avaliação científica: Enfermeiros usam critérios técnicos para identificar urgências obstétricas (complicações graves na gestação ou no parto) de forma precoce.
  • Fim da ordem de chegada: O estado clínico da grávida define quem passa na frente, organizando o fluxo interno da maternidade.
  • Linguagem padronizada: Hospitais do estado passam a adotar o mesmo protocolo baseado em evidências científicas para reduzir a mortalidade materna.
  • Acolhimento humanizado: O atendimento foca na gravidade de cada caso, garantindo segurança e agilidade para pacientes e bebês.

Na prática, a medida funciona como um escudo de segurança para as grávidas que dependem do sistema público. Como destaca a enfermeira Adrielle Martins, que participou do treinamento na MNSL, a padronização atualiza as equipes com as melhores práticas da saúde para garantir desfechos seguros na hora do parto.

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