Política & Gestão

Promoção da saúde no SUS: seminário estadual da SES mira equidade sergipana

O encontro, realizado até 19, integra o PAA de 2026 da SES e usa a APS para fortalecer equidade e prevenção nos municípios sergipanos.

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 19 de julho, às 04:00.

Promoção da saúde no SUS: seminário estadual da SES mira equidade sergipana
Governo de SergipeSES Sergipe

Quem tenta cuidar melhor da saúde no dia a dia já percebe: resultado bom vem quando o cuidado chega ao território certo. Nesta quinta-feira, 18, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (Daps) e em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), promoveu o ‘Seminário Estadual de Promoção da Saúde’. O encontro reuniu gestores e coordenadores municipais da Atenção Básica à Saúde e segue até 19.

A proposta é bem prática: colocar em movimento ações integradas de promoção da saúde nos municípios sergipanos, com foco em equidade, prevenção de agravos e qualidade de vida. Na prática, a ideia também funciona como um espaço de qualificação técnica e troca de experiências para fortalecer a Promoção da Saúde como um eixo estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS).

O seminário integra o Plano Anual de Atividades (PAA) de 2026 da SES. E, no discurso, o ponto é direto: não dá para falar em saúde de verdade sem olhar a diferença entre os lugares onde as pessoas vivem e acessam cuidado. A diretora de Atenção Primária à Saúde da SES, Ana Lira, resumiu a aposta no cuidado ao longo da vida. “O Seminário reforça a importância da promoção da saúde como estratégia para garantir mais qualidade de vida à população em todas as fases da vida. Diante do envelhecimento populacional e do aumento das doenças crônicas, é fundamental fortalecer ações que promovam autonomia, equidade e bem-estar nos territórios”, afirmou.

Para entender por que isso importa, pense na cozinha de família: não adianta ter receita boa se cada ingrediente chega em condições diferentes. A promoção da saúde, como está na Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), entra justamente para tratar os “ingredientes” certos do cotidiano, como os determinantes sociais da saúde (fatores do dia a dia que influenciam a saúde), para reduzir iniquidades e ampliar a qualidade de vida.

O evento passa por temas que costumam aparecer no balcão da unidade e no planejamento do município. Entre os assuntos, estão alimentação e nutrição; o Programa Academia da Saúde (PAS) e o Incentivo de Atividade Física (IAF); as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics); o Programa Saúde na Escola (PSE); saúde da pessoa idosa; saúde mental e vigilância de violências e acidentes.

O que muda na prática

Como a Atenção Primária à Saúde (APS) coordena o cuidado no território e pode articular ações com outros setores, a proposta é deixar essas frentes mais conectadas. O debate também reforçou a transversalidade na saúde bucal. A coordenadora estadual da Rede de Saúde Bucal, Ana Paula Vieira, destacou que “dialoga com todas as áreas da atenção primária” e que, além de prevenir doenças, a prática busca promover saúde com um olhar ampliado e humanizado para fortalecer equidade e integralidade.

  • Público-alvo: gestores e coordenadores municipais da APS
  • Foco: promoção da saúde para enfrentar iniquidades e determinantes sociais
  • Temas abordados: PAS/IAF, Pics e PSE
  • Objetivo para o SUS: consolidar a Promoção da Saúde como eixo estruturante

No fim, a pergunta que fica é a mais simples: e daí pra mim? Em vez de cuidar só quando a doença aparece, a conversa do seminário aponta para um caminho de cuidado no território, com mais chance de chegar a quem mais precisa e de fazer a diferença na rotina de cada pessoa atendida pelo SUS.

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