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São João do CER IV: inclusão e renda no ritmo da reabilitação

São João do CER IV vira uma ação de inclusão que combina produção de alimentos, orientação em segurança alimentar e fortalecimento dos vínculos familiares

Publicada em 19 de junho, 2026.

Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

São João do CER IV: inclusão e renda no ritmo da reabilitação
Governo de SergipeSES Sergipe

Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV) viveu a quarta edição do São João da unidade com um clima junino que misturou festa e propósito. A ideia foi clara: usar a confraternização para fortalecer vínculos e incentivar autonomia e geração de renda durante o processo de reabilitação.

No comando do Núcleo de Educação Permanente (NEP), o gerente do CER IV, Zak Moreira, resumiu o evento como uma construção coletiva. Segundo ele, o São João é uma festa pensada para usuários, cuidadores e familiares, e que a cada ano ganha mais gente interessada em participar e conhecer o trabalho feito no serviço.

A participação direta dos usuários foi um dos pontos que mais marcaram. Na prática, eles e seus familiares assumem a produção e a comercialização dos alimentos vendidos na festividade. Os ingredientes são disponibilizados, e os pratos são preparados pelos próprios participantes, o que vira uma fonte complementar de renda.

E não fica só no “fazer”. O evento também tem caráter educativo. Profissionais da área de Nutrição realizam orientações sobre boas práticas na manipulação de alimentos, segurança alimentar e cuidados na preparação das refeições. Ou seja: além de integrar, a atividade reforça aprendizado para o dia a dia.

O que muda na prática

Para a empreendedora Givalda Bento, o São João funciona como porta de entrada para a inclusão. Ela é deficiente auditiva e diz que a oportunidade de participar das festas de forma igualitária faz diferença. “Eu sempre digo que todos nós precisamos de momentos de felicidade”, afirmou, destacando o valor de estar em um espaço que acolhe e potencializa a vida das pessoas.

A mãe de Raabe, de 2 anos, Taynara dos Santos, levou a conversa para o lado da convivência. Ela contou que o evento vai além da socialização das crianças: mães também ganham um momento de lazer e acolhimento. Taynara relatou que a filha chegou ao serviço com microcefalia adquirida e hipertonia, que é uma rigidez muscular. Com o trabalho da equipe, Raabe evoluiu: passou a andar, desenvolveu coordenação motora e teve avanços na fala.

  • Inclusão: participação de usuários, cuidadores e familiares na atividade
  • Renda: fonte complementar com produção e venda de alimentos pelos participantes
  • Educação: orientações de Nutrição sobre segurança e manipulação de alimentos
  • Vínculos: momento de convivência que fortalece também as relações familiares

No fim, o CER IV mostrou que reabilitação também pode ter música, comida feita junto e espaço para todos estarem presentes. E daí para mim? Dá para ver que inclusão e autonomia podem crescer mesmo nos detalhes de uma festa.

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