Política & Gestão

Acidentes de trânsito: hospital treina jovens para frear alta de traumas no Pará

Com mais de 8 mil atendimentos no último ano, ação foca em criar jovens multiplicadores de primeiros socorros e direção defensiva.

Publicada em 26 de maio, 2026.

Atualizada em 9 de setembro, às 14:00.

Acidentes de trânsito: hospital treina jovens para frear alta de traumas no Pará
Foto: Ascom HMUE

A panela de pressão do trânsito anda apitando alto no Pará, e o hospital que cuida dos feridos está tentando desligar o fogo antes que tudo transborde. Prevenir um acidente é como cuidar de uma panela de pressão na cozinha: se você ignora as regras e os sinais de segurança, o estrago afeta toda a casa.

Foi pensando nisso que o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, levou palestras de conscientização para mais de 200 adolescentes de uma escola local. A iniciativa faz parte do Maio Amarelo, movimento nacional de conscientização para reduzir tragédias nas vias.

A urgência por prevenção fica clara quando olhamos para o histórico de pacientes que chegam ao pronto-socorro:

  • Casos em 2024: 7.557 atendimentos de vítimas de trânsito
  • Casos em 2025: 8.153 atendimentos de vítimas de trânsito
  • Casos de janeiro a abril de 2026: 2.537 pacientes recebidos

Essas ocorrências envolvem colisões entre carros, acidentes de moto e atropelamentos que provocam lesões graves e sobrecarregam a rede de saúde.

Durante as atividades nesta terça-feira (26), a coordenadora do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), Roberta Cardins, e o bombeiro civil Jonilson Matos explicaram como se portar com segurança nas ruas. O bombeiro alertou que a imprudência machuca famílias e pesa no orçamento público.

O que muda na prática

A estratégia do hospital foca em transformar estudantes em multiplicadores de segurança. Alunos como Júlia Beatriz, de 16 anos, Jeff Kauan, de 17 anos, e Cauã Cristian, de 16 anos, aprenderam noções de primeiros socorros e o papel de cada um nas ruas.

A diretora assistencial do HMUE, Mila Michele, e a diretora escolar, Cláudia Carvalho, defendem que o papel dos jovens é cobrar comportamento correto de amigos e parentes. Na prática, a educação extramuros (atividades de conscientização fora da unidade hospitalar) serve para aliviar a pressão no pronto-socorro antes que o pior aconteça.

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