Política & Gestão

Segurança do paciente no Hospital do Valentina ganha reforço contra riscos de atendimento

Funcionários assistenciais e administrativos vão monitorar metas internacionais de saúde na capital por até um ano.

Publicada em 29 de maio, 2026.

Atualizada em 29 de agosto, às 16:00.

Segurança do paciente no Hospital do Valentina ganha reforço contra riscos de atendimento
Prefeitura de João Pessoa

Quem tem criança em casa sabe que todo cuidado é pouco e que o "olho de mãe" (aquela habilidade de prever o tombo antes mesmo de o filho subir na cadeira) é o que evita os acidentes domésticos. No ambiente hospitalar, essa lógica preventiva funciona exatamente do mesmo jeito.

Na última sexta-feira (29), o Hospital Municipal Infantil do Valentina (HMV), administrado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), lançou a Liga dos Super Heróis da Segurança do Paciente. O projeto é um grupo de trabalho multidisciplinar (composto por profissionais de diferentes especialidades que trabalham em conjunto) criado para funcionar como esse olhar atento que antecipa riscos e protege os pequenos.

Essa equipe de "olho vivo" vai atuar lado a lado com o já existente Núcleo de Segurança do Paciente (HMIV). A missão do grupo é acompanhar os protocolos diários, monitorar as práticas assistenciais e implantar metas internacionais de segurança (padrões globais de qualidade que evitam erros em procedimentos).

O secretário de Saúde da capital, Luis Ferreira, apontou que a iniciativa fortalece o compromisso com um atendimento mais humano e eficiente. Segundo a diretora-geral do hospital, Tânia Menezes, o projeto chega para consolidar a cultura de prevenção, servindo como uma ferramenta estratégica de educação continuada para os funcionários.

O que muda na prática

O que muda é que o monitoramento dos processos ganha reforço em tempo real no chão do hospital. Os profissionais ganham mais autonomia para identificar falhas e notificar incidentes antes que eles cheguem ao leito. Para as famílias, isso se traduz em um ambiente de internação muito mais seguro e com menor risco de intercorrências assistenciais (problemas inesperados que ocorrem durante o tratamento médico).

  • Público-alvo: Profissionais assistenciais e administrativos da unidade que atuam como multiplicadores.
  • Prazo de atuação: O projeto tem caráter provisório e duração prevista de até 12 meses, permitindo o rodízio de participantes.
  • Objetivo principal: Reduzir incidentes hospitalares, melhorar os indicadores da instituição e engajar as equipes.

No fim das contas, a nova liga mostra que, assim como na nossa casa, o segredo para evitar sustos dentro de um hospital infantil é nunca tirar o olho do que realmente importa: a proteção de quem mais precisa.

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