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Politrauma: Sesapi acelera reabilitação e organiza fluxo no Piauí

A reorganização da linha de cuidado para politrauma e trauma raquimedular no Piauí, feita pela Sesapi, mira encurtar o caminho até a reabilitação, como mostra o caso de Ayra Sophia.

Publicada em 1 de junho, 2026.

Atualizada em 28 de junho, às 10:03.

Politrauma: Sesapi acelera reabilitação e organiza fluxo no Piauí
SESAPI

Em dia de correria, um atraso pequeno vira um efeito dominó. No cuidado de quem sofre um acidente grave, a lógica é parecida: se a pessoa demora a chegar ao tratamento certo, o tempo perdido pesa. No Piauí, a Sesapi reorganizou o fluxo para vítimas de politrauma (quando o trauma atinge mais de uma parte do corpo) e de trauma raquimedular (lesão na medula espinhal), com foco em levar o paciente com mais rapidez à reabilitação, do começo ao fim.

Para entender a mudança na prática, a reportagem usa o caso de Ayra Sophia, de sete anos. Em 26 de dezembro de 2025, ela sofreu um acidente após o muro da residência desabar sobre o corpo. Segundo o relato, houve compressão da medula espinhal e fratura de quatro vértebras, com perda dos movimentos dos membros inferiores.

O primeiro encaminhamento foi para atendimento em Picos. Como o quadro exigia cuidados mais complexos, a criança foi transferida para o Hospital Infantil Lucídio Portella, em Teresina, indicado pela Sesapi como unidade de referência para traumas complexos em crianças.

No hospital, Ayra realizou uma cirurgia na coluna e na medula espinhal. A mãe, Yara Santana, disse que o atendimento foi rápido desde a chegada e atribuiu essa agilidade a um resultado decisivo para o quadro. Ela também relatou a recuperação dos movimentos como uma vitória.

O que muda na prática

Pensa em levar uma encomenda de moto quando a rua está aberta: com a rota bem marcada, você chega antes e evita fazer o pacote “rodar” sem destino. É esse o raciocínio que a Sesapi usa ao conectar a reorganização do atendimento ao encaminhamento ágil, ao acesso aos especialistas corretos e ao cuidado integral, cobrindo emergência, internação, cirurgia e reabilitação.

Na rede reorganizada, a Sesapi aponta ganhos como:

  • Público-alvo: pacientes com politrauma e trauma raquimedular
  • Encaminhamento: chegada mais rápida ao especialista e continuidade do cuidado
  • Tratamento: avaliação precoce e acesso aos exames de imagem necessários
  • Reabilitação: suporte com acompanhamento multiprofissional e equipamentos

Além do atendimento hospitalar, Ayra também foi atendida pelo programa Passo à Frente, da Sesapi, com andador, órteses para os membros inferiores e cadeira para banho.

Ou seja: quando o caminho do cuidado fica mais definido, a chance de avançar nas etapas do tratamento aumenta. E daí pra mim? Se existe um acidente na família, uma organização melhor de fluxo pode significar chegar mais cedo ao ponto que realmente prepara a recuperação.

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