Insulina glargina: Paraná já atendeu 1.802 pacientes no piloto
Publicada em 20 de junho, 2026.
Atualizada em 15 de julho, às 12:00.
Trocar a insulina no meio do caminho costuma ser uma dor de cabeça, mas no Paraná isso virou projeto. A Secretaria da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), iniciou um projeto-piloto para ampliar o acesso à insulina Glargina e ajudar no controle da glicemia de quem tem mais dificuldade com tratamentos convencionais.
Na prática, diabetes é uma condição crônica em que a glicose no sangue fica elevada e precisa de acompanhamento contínuo. Sem controle, crescem os riscos de complicações — especialmente as cardiovasculares.
O projeto começou em fevereiro e, até 20 de maio de 2026, já atendeu 1.802 pacientes no estado. Nesse período, o Paraná recebeu 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atender o público contemplado.
O objetivo também é avaliar resultados clínicos do uso do medicamento na rede pública. Segundo o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, a proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para quem enfrenta dificuldade no controle glicêmico, com acompanhamento para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida.
A migração faz parte do desenho do piloto: o projeto contempla novos diagnósticos e a troca de pacientes que usam insulina NPH, conforme orientação médica. Nesta fase, entram idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1. O acompanhamento inclui avaliação médica e suporte multiprofissional pelas equipes de saúde.
Ação prolongada
A Glargina é um análogo de insulina (medicamento com a molécula modificada para mudar características de ação). De acordo com o endocrinologista Alexei Volaco, essa modificação deixa a absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, com ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação.
O que muda na prática
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Cobertura no estado: 1.802 pacientes atendidos até 20 de maio de 2026
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Medicamento entregue: 19.891 unidades de canetas reutilizáveis recebidas
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Acompanhamento na rede: avaliação médica e suporte multiprofissional com monitoramento
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Acesso via migração: troca para Glargina de quem usa NPH, conforme indicação médica
É como ajustar um “piloto automático” da rotina: o foco deixa de ser apagar incêndio a cada oscilação e passa a ser manter a trajetória mais estável ao longo do dia. E por isso o acompanhamento importa.
O piloto também traz prevenção e identificação precoce do diabetes, com sinais como sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.
E daí pra mim? Se você depende de insulina pelo SUS, o recado é direto: no Paraná, o acesso à insulina Glargina está em expansão com entrega de medicamento e acompanhamento para quem precisa de um controle mais consistente.

