Segurança do paciente no Huse: Arraiá da Segurança reforça cuidados essenciais
Publicada em 26 de junho, 2026.
Atualizada em 12 de julho, às 16:01.
Segurança do paciente não começa só no leito. No Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), ela também ganha espaço onde todo mundo passa: nos corredores, nas conversas rápidas e no cuidado compartilhado com quem acompanha.
Foi nesse clima que a unidade realizou, nesta quinta-feira, 25, a edição do ‘Arraiá da Segurança’.
A ação veio do Núcleo de Epidemiologia, Segurança do Paciente e Controle de Infecção (Nespih). Em setores e áreas estratégicas, perto de locais assistenciais e com circulação de pacientes, profissionais caracterizados visitaram os espaços para conversar com profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes.
Na prática, a ideia foi usar o espírito de coletividade das festas juninas para fortalecer a cultura de segurança dentro do hospital. A proposta, segundo a enfermeira do Nespih, Julian Albuquerque, é simples e direta: cuidado seguro envolve não apenas a equipe assistencial, mas também o paciente e sua família.
O conteúdo foi organizado em formato de cordel, com metas internacionais de segurança do paciente. Entre os temas trabalhados estavam identificação do paciente, uso seguro de medicamentos, higiene das mãos e prevenção de lesões por pressão e queda.
O ponto que mais exigiu explicação foi a notificação de eventos adversos. Segundo a enfermeira, a conversa desmistificou o registro: a notificação funciona como uma ferramenta para identificar fragilidades nos processos. Ou seja, o foco fica em localizar falhas, corrigir fluxos e sustentar melhorias contínuas, e não em punição.
Uma analogia que combina com o jeito da campanha é a lógica de “checar o nó da corda” antes de começar a brincadeira: você revisa a amarração para evitar susto depois. No Arraiá da Segurança, a mensagem é parecida, só que aplicada ao hospital: quando as práticas são reforçadas com diálogo, os riscos do dia a dia diminuem.
O que muda na prática
Quando a lógica de cada medida fica clara, o cuidado ganha corpo na rotina. Com a campanha, práticas que já fazem parte do cotidiano passam a ser retomadas no contato com profissionais, pacientes e acompanhantes.
- Participação: paciente e família como parte do cuidado seguro
- Foco educativo: informação para profissionais, pacientes e acompanhantes
- Metas diretas: identificação, medicamentos, higiene das mãos e prevenção de quedas e lesões
- Aprendizado contínuo: notificação de eventos adversos para corrigir processos
Para a técnica de enfermagem Elzanira Mesquita, a iniciativa reforça práticas diárias e aparece no cuidado prestado aos pacientes. Já Valdinete Rodrigues, acompanhante, disse que ações como essa deixam o ambiente mais acolhedor, ajudam a tirar o foco do sofrimento e contribuem para o aprendizado, porque o cuidado é de todos.

