Câncer de pele não melanoma: 6 sinais e prevenção para evitar sustos
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 21 de julho, às 12:01.
No dia a dia, câncer de pele muitas vezes começa com algo pequeno: uma marca que muda e você só percebe depois. Neste Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, celebrado neste sábado, 13 de junho, a Fuham (Fundação Hospitalar Alfredo da Matta), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), reforça um caminho direto: fotoproteção e diagnóstico precoce para diminuir os impactos da doença.
Em 2025, a instituição registrou 1.205 casos de câncer de pele. Desse total, 1.153 foram de câncer de pele não melanoma, 95,6% das ocorrências atendidas. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) aponta que esse tipo é o mais frequente no Brasil, chegando a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, com altos índices de cura quando identificado e tratado cedo.
Pensa na pele como uma garagem: quando aparece uma mancha no chão, você até pode ignorar no começo, mas o que interessa é agir rápido para não virar um problema maior. O que a equipe reforça é acompanhar “sinais de alerta” sem esperar que sumam sozinhos.
O dermatologista Renato Cândido, da equipe médica da Fuham, lembra que o próprio paciente costuma ser o primeiro a notar algo fora do padrão. Em geral, o câncer de pele chama atenção por lesão diferente, ferida que não cicatriza ou por áreas que sangram com facilidade.
O jeito prático de lidar com isso é procurar uma unidade básica de saúde para avaliação e encaminhamento quando houver alteração suspeita.
O que muda na prática
Um caso ajuda a entender o tempo certo. O biblioteconomista Júlio César Sampaio percebeu, em março de 2024, uma lesão no nariz que parecia um “cravo”. Depois de mexer na região, notou sangramento persistente e mudanças no aspecto. Mesmo com alguma melhora posterior, a superfície continuou diferente, e ele buscou atendimento.
Meses depois, na Fundaçao Alfredo da Matta, exames confirmaram carcinoma basocelular infiltrativo. Após tratamento cirúrgico, ele passou a redobrar os cuidados com proteção solar e reforçou a ideia central: observar o próprio corpo e procurar avaliação cedo.
Na prática, câncer de pele não melanoma envolve multiplicação anormal das células da pele que não produzem melanina. Entre os tipos mais comuns estão o carcinoma basocelular (considerado menos agressivo) e o carcinoma espinocelular.
- Risco: exposição excessiva aos raios ultravioleta (UV), histórico familiar e atividades ao ar livre
- Alvo: lesões suspeitas, como feridas que não cicatrizam ou sangram com facilidade
- Proteção: protetor solar e recursos como roupas com proteção, chapéus e locais sombreados
- Rotina: evitar o sol em período de maior intensidade de radiação UV, entre 9h e 16h
Ou seja: não precisa virar especialista. Precisa tratar o cuidado como manutenção preventiva — olhando sinais e se protegendo para que a doença não chegue longe. E daí pra mim: ao notar algo diferente na pele, o próximo passo é procurar avaliação cedo, com fotoproteção no dia a dia.

