Economia da saúde: Bahia debate custos de canabidiol e transplante em Brasília
Publicada em 26 de maio, 2026.
Atualizada em 12 de setembro, às 12:00.

Você já se pegou com a calculadora na mão na mesa da cozinha, tentando encaixar a feira do mês e as contas de casa no orçamento? No sistema público de saúde, esse planejamento funciona do mesmo jeito, só que em uma escala muito maior.
Para mostrar como equilibrar essa balança financeira, a coordenadora de Economia da Saúde, Danielli Costa, representou a Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia) em Brasília (DF). O debate ocorreu nos dias 20 e 21 de maio, durante o I Simpósio Nacional dos Núcleos de Economia da Saúde.
O evento nacional foi organizado pelo Desid/SE/MS (Departamento de Economia e Investimentos em Saúde) e reuniu gestores de vários estados e municípios, além de especialistas da Abres (Associação Brasileira de Economia da Saúde) e do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O que muda na prática
Na prática, a economia da saúde funciona como aquela pesquisa de preços minuciosa antes de comprar o produto mais caro da prateleira. Se o gestor público não calcula o impacto financeiro de tratamentos complexos, o dinheiro pode faltar para outras áreas da rede de atendimento.
Durante o simpósio, a delegação baiana compartilhou estudos estratégicos desenvolvidos pelo NES-BA (Núcleo de Economia da Saúde da Bahia):
- Tratamento com canabidiol: análise do impacto no orçamento público para atender pacientes de 2 a 18 anos com epilepsia farmacorresistente (condição em que as crises convulsivas não são controladas por medicamentos comuns).
- Custo de transplantes: detalhamento dos gastos com transplante pulmonar para o Plano Estadual de Doação e Transplantes da Bahia.
- Incentivo à pesquisa: abertura de convite para envio de artigos científicos para a Revista Baiana de Saúde Pública, marcando a comemoração de 20 anos do NES-BA.
No fim das contas, esse planejamento rigoroso garante que o paciente tenha acesso a tratamentos de ponta de forma sustentável, sem que o sistema de saúde entre no vermelho.
