Inteligência artificial: Pbia abre duas linhas e acelera cooperação Brasil-África
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 16 de outubro, às 17:12.

Parceria em ciência costuma começar com reunião e terminar com projeto de verdade. Foi com esse clima que Brasil e países africanos ampliaram a cooperação em educação, ciência, tecnologia e inovação no 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília (DF), nesta segunda-feira (25).
Participaram reitores e dirigentes de universidades dos dois continentes, além de representantes do Governo brasileiro e de instituições de cooperação internacional. O objetivo central é deixar a colaboração mais concreta: ampliar intercâmbio acadêmico, mobilidade estudantil e projetos conjuntos de pesquisa.
A ministra Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tratou a parceria como algo de longo prazo. Para ela, fortalecer o vínculo com países africanos é essencial para o desenvolvimento e contribui para o desenvolvimento soberano e sustentável do Sul Global.
O que muda na prática
Pensa em uma obra em mutirão: cada pessoa traz uma ferramenta e o serviço anda mais rápido. No fórum, a lógica é parecida, só que aplicada a universidades: somar experiências e criar rotas de trabalho em conjunto, em vez de cada instituição seguir sozinha.
O que deu o tom dessa virada veio da fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia) prevê duas linhas de financiamento para apoiar trabalho conjunto entre África e América Latina. Ele também citou que foi lançada, durante o encontro, mais uma chamada pública do PróAfrica, com foco em ampliar e acelerar a parceria.
O evento foi promovido pelo Ministério da Educação (MEC), pela Capes e pela Andifes, com participação do MCTI.
- Público-alvo: reitores e dirigentes de universidades brasileiras e africanas
- Foco da cooperação: intercâmbio acadêmico, mobilidade estudantil e projetos conjuntos de pesquisa
- Financiamento em destaque: Pbia com duas linhas para cooperação África-América Latina
- Aceleração do movimento: chamada pública do PróAfrica
Ou seja: o fórum tenta transformar intenções em agenda com base institucional clara. Para redes de ensino superior e para estudantes, a consequência esperada é mais circulação e mais pesquisa feita em parceria, conectando o que é discutido no encontro com o que o MCTI e o Pbia pretendem viabilizar.
