Política & Gestão

Hospital de Porto Nacional reúne acompanhantes para humanizar rotina de internação

A iniciativa reduz a ansiedade de quem cuida dos pacientes ao esclarecer direitos, deveres e as regras da unidade de saúde.

Publicada em 27 de maio, 2026.

Atualizada em 6 de setembro, às 04:01.

Hospital de Porto Nacional reúne acompanhantes para humanizar rotina de internação
Secretaria da Saúde - SAUDE-TO

Entrar em um hospital como acompanhante de um familiar doente é muito parecido com tentar montar um móvel complexo sem ler o manual de instruções antes: a gente fica perdido, com medo de errar e sem saber a quem recorrer para pedir ajuda. Para resolver essa angústia e "traduzir" as regras da casa, o Hospital Regional de Porto Nacional (HRPN) resolveu dar as instruções de forma simples e acolhedora.

Na última quarta-feira, 27, o Núcleo de Educação Permanente (NEP) e o Serviço Social da unidade organizaram uma roda de conversa com quem acompanha os pacientes internados. Sob o tema "Acolher para Cuidar", o encontro funcionou justamente como essa leitura de manual. A equipe explicou os direitos e deveres de cada um, detalhou as rotinas e tirou dúvidas práticas dos usuários sobre o funcionamento do hospital.

Além do bate-papo, os participantes também fizeram exercícios de alongamento e relaxamento físico guiados pela equipe de Fisioterapia do hospital. Essa pausa ajuda a aliviar a tensão acumulada de quem passa horas ao lado de um leito.

De acordo com a diretora administrativa do HRPN, Rosimar Lopes Sampaio, abrir esse espaço de escuta é essencial para aproximar o hospital da comunidade. Na prática, a iniciativa clareia as engrenagens da rotina hospitalar e reduz o medo do desconhecido.

O diretor geral da unidade complementou dizendo que orientar os acompanhantes diminui a ansiedade sobre o tratamento médico. A meta é garantir o atendimento humanizado (focado na empatia e no respeito mútuo), cuidando não apenas de quem está doente, mas também de quem segura a mão do paciente.

Para Dironel Barbosa Carvalho, que acompanha o pai em tratamento na unidade, a iniciativa trouxe alívio real. Ele destacou que a roda de conversa esclareceu suas dúvidas e fez com que ele se sentisse de fato acolhido pelas equipes do hospital.

O que muda na prática

  • Para o acompanhante: Menos ansiedade e mais segurança ao entender como funciona a rotina interna e quais são os seus direitos.
  • Para o paciente: Um ambiente mais tranquilo e favorável para a recuperação, com um cuidador menos estressado ao lado do leito.
  • Para os hospitais: Uma convivência mais harmônica e processos de trabalho organizados, já que os familiares passam a colaborar diretamente com as normas da instituição.

Afinal, quando o acompanhante entende as regras do jogo e se sente acolhido, o fardo da internação fica muito mais leve para todo mundo.

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