Green Kitchen: Hospital Jean Bitar renova selo por oito anos seguidos
Publicada em 18 de junho, 2026.
Atualizada em 21 de julho, às 10:01.

Todo mundo entende a ideia de “comida faz diferença”, mas no hospital a pergunta vira mais prática: a dieta segue um padrão consistente ou é algo que muda de um dia para o outro? No Hospital Jean Bitar (HJB), em Belém, a resposta ganhou mais uma prova de continuidade no mundo real. A unidade manteve o selo Green Kitchen (Cozinha Verde) pelo oitavo ano consecutivo.
O selo é concedido pela Fundação para Pesquisa Ambiental (FUPAM/USP) e funciona como um conjunto de critérios para a cozinha, com foco em alimentação saudável e em práticas ambientais. Ou seja: não é só sobre o que vai no prato, é sobre o caminho até a refeição chegar com qualidade.
Na avaliação, entram pontos que vão além de valor nutricional. O que pesa é a presença de alimentos livres de agrotóxicos, o uso de produtos de limpeza biodegradáveis, a eliminação de aditivos artificiais e a forma como o serviço organiza segurança alimentar e sustentabilidade ambiental.
Para quem depende desse cuidado no dia a dia, o efeito aparece na rotina. A aposentada Maria de Nazaré dos Santos, de 78 anos, está internada em Cachoeira do Arari (a cerca de 127 km de Belém) para retirar uma pedra na vesícula. Segundo ela, nos primeiros dias, a alimentação foi ajustada: “Desde que cheguei, há sete dias, estava me alimentando apenas com sopa e mingau, conforme orientação da nutricionista. Agora que meu quadro evoluiu, estou voltando a comer alimentos mais sólidos. Estou sendo muito bem cuidada e o atendimento está sendo ótimo”.
O mesmo tipo de preparação guiada por dieta aparece em quem já passou pelo processo. A autônoma Claudirene Vieira, de 47 anos, de Marabá (aproximadamente 561 km da capital), fez cirurgia bariátrica na unidade e destacou a organização dos procedimentos, com dieta baseada em líquidos.
O que muda na prática
Pensa na refeição como uma estrada bem sinalizada: quando o percurso tem critérios, a recuperação tende a seguir com mais previsibilidade. No HJB, o Serviço de Nutrição e Dietética (SND) reúne nutricionistas e a equipe da cozinha para oferecer oito modalidades de alimentação: desjejum, colação, almoço, lanche, jantar, ceia, dieta enteral (quando a alimentação é feita por sonda, quando indicada) e suplementação nutricional.
Entre janeiro e maio deste ano, foram fornecidas 70.072 refeições para pacientes, acompanhantes e colaboradores.
- Público atendido: usuários da rede pública do governo do Pará, com assistência em média e alta complexidade
- Rotina na dieta: 8 modalidades de alimentação, incluindo dieta enteral e suplementação
- Critério que sustenta o selo: Green Kitchen por 8 anos, com foco em sustentabilidade e segurança alimentar
- Volume que sustenta a rotina: 70.072 refeições entre janeiro e maio
No fim das contas, o ponto é direto: quando a alimentação entra como parte do tratamento, o reconhecimento deixa de ser só um carimbo e vira sinal de processo. E daí pra mim, paciente ou familiar: a conversa deixa de ser promessa e passa a ter método, do prato ao acompanhamento.
