Saúde bucal: Encontro em MS debate equidade e nova RDC 1002/2025
Publicada em 25 de maio, 2026.
Atualizada em 21 de julho, às 14:01.

Saúde bucal costuma virar promessa distante para quem enfrenta barreiras no dia a dia. Em Campo Grande, o 2º Encontro Estadual de Saúde Bucal colocou em uma mesma roda gestores, profissionais, estudantes e órgãos reguladores para discutir como reduzir desigualdades, qualificar a assistência e atualizar as regras dos serviços odontológicos em Mato Grosso do Sul.
A ideia foi puxar o debate pela prática: não só falar de prevenção, mas também enfrentar obstáculos reais de acesso. O encontro foi promovido pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) e reuniu especialistas de diferentes regiões do país para discutir estratégias voltadas a populações em situação de vulnerabilidade, além de abrir espaço para atualização técnica sobre a nova regulamentação sanitária.
A conversa girou em torno de equidade. Na programação, foram abordados temas como atendimento à população indígena, população LGBTQIA+, violência contra a mulher e os impactos de diferentes formas de violência no contexto odontológico.
É como quando a gente ajusta o “mesmo traje” de segurança para todo mundo: não é só para ficar bonito, é para funcionar do mesmo jeito no dia em que a coisa aperta. Foi nessa lógica que o evento conectou assistência, formação e vigilância.
O que muda na prática
Um dos pontos centrais foi a integração entre Saúde Bucal e Vigilância Sanitária para discutir a implementação da RDC nº 1002/2025, norma que estabelece novos requisitos para serviços odontológicos.
A especialista em regulação e vigilância sanitária da Anvisa, Ana Clara dos Santos, apresentou os conceitos de gerenciamento de risco (um conjunto de práticas para identificar e reduzir riscos) que embasam a resolução. A norma, segundo ela, traz requisitos gerais voltados à segurança do paciente e à qualificação dos serviços odontológicos, reforçando a adoção de práticas mais seguras.
O evento também contou com participação de fiscais municipais da Vigilância Sanitária, ampliando a padronização dos processos de fiscalização. Delegado do CRO-MS e fiscal sanitário de Dourados, Átila Calumby apontou que discutir as mesmas normas e critérios é um avanço para a qualidade dos serviços.
E não ficou só no “quem já está na rotina”: o encontro reuniu estudantes de graduação em Odontologia para fortalecer a formação. A assessora técnica da Coordenação-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Bethânia Lopes, destacou que iniciativas como essa aproximam teoria e prática e ajudam a construir uma linguagem comum entre quem atua e quem está em formação.
- Público-alvo: populações em situação de vulnerabilidade, com recortes como população indígena e LGBTQIA+
- Foco técnico: implementação da RDC nº 1002/2025 e segurança do paciente
- Vigilância: fiscalização mais padronizada com participação de municípios
- Formação: integração de estudantes para fortalecer prevenção e atuação no SUS (Sistema Único de Saúde)
No fim, a mensagem foi clara: quando regras de segurança e debate de equidade caminham juntos, o resultado aparece no atendimento. Ou seja, é um passo para a saúde bucal chegar com mais consistência para quem mais precisa, e daí pra mim?
