Vacinação no Paraná vira modelo nacional com recorde de projetos selecionados
Publicada em 29 de maio, 2026.
Atualizada em 27 de agosto, às 10:02.

Vinte e cinco estratégias de vacinação do Paraná foram selecionadas como referências de boas práticas para todo o Brasil. O reconhecimento veio do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), que divulgou o resultado oficial da II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS.
Na prática, organizar a vacinação de um estado inteiro funciona como coordenar aquele churrasco de domingo com a família inteira. Se um esquecer o carvão, o outro atrasar a carne ou ninguém levar o refrigerante, o plano desanda. O Paraná conseguiu fazer cada uma dessas etapas funcionar em sintonia, garantindo que a proteção chegasse certinho na ponta.
Das 109 iniciativas aprovadas em todo o país, o estado emplacou 25 trabalhos que serão expostos nos dias 16 e 17 de junho de 2026, em Brasília. O maior destaque foi na modalidade de apresentação oral (a categoria mais disputada do evento): das apenas 20 vagas nacionais, os paranaenses conquistaram 4 vagas, atingindo a representação máxima permitida por eixo temático.
As quatro apresentações orais premiadas mostram como o churrasco foi bem planejado:
- Proteção dos bebês: Foco no aprimoramento do processo de trabalho para ampliar a cobertura da BCG (vacina que protege contra formas graves de tuberculose).
- Acesso facilitado: Projeto focado em levar a vacinação para dentro do ambiente escolar.
- Combate à desinformação: Ações estratégicas na campanha contra a Influenza em 2025 na 17ª Regional de Saúde.
- Tecnologia integrada: Experiência de integração à RNDS (Rede Nacional de Dados de Saúde, plataforma federal que unifica as informações dos pacientes).
Outras 21 iniciativas locais foram selecionadas para exibição em formato de pôster eletrônico. De acordo com o secretário de Saúde, César Neves, o resultado mostra o compromisso do estado com a inovação digital e a busca ativa de pacientes. A diretora de Atenção e Vigilância da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), Maria Goretti David Lopes, explicou que o foco é fazer o SUS chegar de forma rápida a cada cidadão.
O que muda na prática
O ponto-chave é que essas soluções servem de receita para que outros estados melhorem seus próprios índices de imunização. Para os pacientes paranaenses, o reflexo é uma rede de saúde pública mais conectada, campanhas mais eficientes nas escolas e menor risco de desabastecimento ou perda de doses.
